Quarto filme da série de animações russas, O Reino de Gelo – A Terra dos Espelhos sofre do mal de ser um desenho genérico que nunca justifica a ida ao cinema e o preço do ingresso. Seus traços simples e trama pouco inspirada estariam mais bem servidos na tela de um aparelho de televisão ou de computador. Novamente dirigido por Aleksey Tsitsilin, à frente da franquia desde o segundo filme, o longa traz como codiretor o americano estreante Robert Lence, que já fez parte da equipe técnica de diversas animações da Disney.
A protagonista é a jovem Gerda, uma garota de uma família na qual todos têm poderes mágicos – exceto ela, que ainda não desenvolveu seu dom. Isso a entristece, embora seu pai acredite que em breve ela será como eles. Nessa mesma época, o rei Harald resolve punir pessoas com poder de magia, para se vingar da Rainha da Neve.
A descoberta de um portal para a terra gelada, onde ela reina, é o que Harald precisava para colocar seu plano em ação, mandando todos os súditos com o poder da magia para o outro mundo, de onde eles não conseguem sair. Uma dessas pessoas, no entanto, tem uma visão envolvendo a Rainha da Neve, que ajudaria Gerda a salvar a todos.
Como típico nas produções para crianças, trata-se de um filme com lições sobre a vida: se Gerda já tivesse seus poderes mágicos, não poderia salvar seus pais, seu irmão e as outras pessoas. Um outro personagem que se destaca é o pequeno filho do rei, um garoto apaixonado por histórias de fantasia, mas oprimido pelo pai, que coloca a razão acima de tudo. No campo visual, O Reino de Gelo – A Terra dos Espelhos é um filme pobre. Embora seu colorido seja vibrante, não atinge a sofisticação que o gênero atingiu nos últimos anos.
