A Hora da Sua Morte parece um remake ruim daqueles filmes japoneses de terror que fizeram sucesso no começo da década passada – como O Chamado –, tendo como gatilho um aplicativo de celular que faz a contagem regressiva de quantos dias a personagem ainda tem de vida. São poucos dias que restam à protagonista, a jovem enfermeira Quinn (Elizabeth Lail), que descobre isso ao baixar o app.
O que resta a partir daí é uma corrida contra o tempo para descobrir a maneira de burlar a morte. Não tem como apagar o aplicativo, ele volta; e, também aparece sozinho num celular novo. Há uma explicação pífia para a existência do aplicativo e seu modus operandi, ambos descobertos por um padre geek (P. J. Byrne).
Escrito e dirigido por Justin Dec, A Hora de Sua Morte é uma sucessão de sustos baratos a cada minuto que passa da existência limitada de Quinn – ela tem pouco mais de dois dias. Enquanto tenta descobrir o que fazer, ela conhece Matt Monroe (Jordan Calloway), com o mesmo aplicativo no celular, e ainda menos tempo de vida.
Em O Chamado, ao menos, a jornada da heroína transformava o filme mais num suspense do qual se esperavam revelações e reviravoltas. Aqui, não há muito o que esperar – senão a morte das personagens por pura falta de bom senso da parte delas. Sem atmosfera ou uma trama bem armada, o filme faz com que os incidentes ocorram numa velocidade vertiginosa, para que seu público não tenha muito tempo para pensar e perceber como nada ali faz sentido. Especialmente, uma cena de assédio sexual no ambiente de trabalho, que é totalmente gratuita e oportunista – como tudo aqui.
