Diretor de fotografia experiente (São Bernardo, Bye bye Brasil, entre outros), Lauro Escorel aborda um assunto que lhe é caro em Fotografação, documentário que historiciza a arte da fotografia no Brasil desde o período colonial, quando a primeira câmera chegou aqui, no começo do século XIX com uma expedição europeia.
É obviamente um filme que interessa quase que exclusivamente aos amantes de fotografia – e que tenham algum conhecimento prévio. Traçando uma linha evolutiva dessa arte no país, o documentário aborda como o brasileiro se vê, e como o etos brasileiro se transformou ao longo dos séculos. Desde o olhar europeu, que romantiza, até o presente, quando o digital populariza a fotografia (para muito além da selfie, diga-se de passagem), é possível percorrer um caminho em torno de como nos enxergamos e o que queremos que o mundo veja de nós.
Resgatando a obra de fotógrafos famosos, como Marc Ferrez e Christiano Junior, além da produção peculiar de Mario de Andrade, com registros de suas viagens pelo nordeste do país, na década de 1920, além de experimentos com luz e sombra, e profissionais da fotografia moderna, como Hildegard Rosenthal, José Medeiros, Marcel Gautherot e Pierre Verger.
Os depoimentos de especialistas, como a fotógrafa Maureen Bisilliat, o fotógrafo e historiador Boris Kossoy, e o fotógrafo e antropólogo Milton Guran, são bastante bons e informativos. Fotografação é, em certa medida, um filme didático – o que no caso, é bom – mas (ou por causa disso mesmo) poderia ser mais apreciado e aproveitado se exibido na televisão do que no cinema.
É obviamente um filme que interessa quase que exclusivamente aos amantes de fotografia – e que tenham algum conhecimento prévio. Traçando uma linha evolutiva dessa arte no país, o documentário aborda como o brasileiro se vê, e como o etos brasileiro se transformou ao longo dos séculos. Desde o olhar europeu, que romantiza, até o presente, quando o digital populariza a fotografia (para muito além da selfie, diga-se de passagem), é possível percorrer um caminho em torno de como nos enxergamos e o que queremos que o mundo veja de nós.
Resgatando a obra de fotógrafos famosos, como Marc Ferrez e Christiano Junior, além da produção peculiar de Mario de Andrade, com registros de suas viagens pelo nordeste do país, na década de 1920, além de experimentos com luz e sombra, e profissionais da fotografia moderna, como Hildegard Rosenthal, José Medeiros, Marcel Gautherot e Pierre Verger.
Os depoimentos de especialistas, como a fotógrafa Maureen Bisilliat, o fotógrafo e historiador Boris Kossoy, e o fotógrafo e antropólogo Milton Guran, são bastante bons e informativos. Fotografação é, em certa medida, um filme didático – o que no caso, é bom – mas (ou por causa disso mesmo) poderia ser mais apreciado e aproveitado se exibido na televisão do que no cinema.
