Ucraniana, a diretora Anastasia Mikova tem experiência com temas de direitos humanos. Bertrand, por sua vez, é fotógrafo, jornalista e dirigiu anteriormente outro documentário, Humano - uma viagem pela vida (2015).
Documentário francês entrevistou cerca de 2000 mulheres, em mais de 50 países - inclusive o Brasil - para abordar assuntos que vão do desejo sexual à maternidade, passando pela mutilação genital, a desigualdade no trabalho, o casamento e o machismo.
- Por Neusa Barbosa
- 06/03/2020
- Tempo de leitura 1 minuto
O documentário francês entrevistou cerca de 2000 mulheres, em mais de 50 países - inclusive o Brasil - para percorrer um amplo espectro de assuntos que marcam a identidade e a vida feminina. Mulheres de todas as idades e etnias falam diante da câmera sobre temas que vão do desejo sexual à maternidade, passando pela mutilação genital, a desigualdade no trabalho, o casamento, o machismo, a violência e tantos outros tópicos definidores da existência de várias delas, num retrato em que qualquer uma pode, de um modo ou de outro, se reconhecer.
Esse caleidoscópio humano funciona com ritmo, nutrindo-se do carisma natural de pessoas muito diferentes em condição social e intelectual, de ministras a camponesas, o que vai compondo um diagnóstico do mundo em que vivemos. Através destes depoimentos, os diretores Anastasia Mikova e Yann Arthus-Bertrand, constroem um painel muito vivo da contemporaneidade no planeta mulher.
Esta incrível sucessão de rostos, falando de temas tão distintos, tem um poder magnético, hipnótico mesmo, já que os documentaristas criaram um ambiente propício a que todas essas mulheres se exponham, não só verbal quanto, num segmento específico, fisicamente, num retrato vibrante da diversidade da figura feminina, fugindo dos estereótipos limitadores da publicidade.
Esse ambiente de acolhimento permite que, mesmo quando falam de temas traumáticos, como tráfico sexual e vários tipos de violência, essas mulheres possam transcender os episódios de que foram vítimas e emergir como sobreviventes capazes de seguir adiante. Assim, Mulher é, ao mesmo tempo, comovente e revelador.
