22/07/2026
Suspense

Ameaça Virtual

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Um dos personagens mais polêmicos da vida real finalmente chega às telas. Ameaça Virtual, descontadas as devidas diferenças, não esconde que inspirou-se em Bill Gates para criar Gary Winston (Tim Robbins, imitando até o penteado). Entre outras semelhanças, ambos são magnatas da computação, estão sendo investigados por práticas que monopolizam o mercado de softwares, e gastam parte de suas fortunas em ações beneficentes.

Winston é o dono da N.U.R.V, uma mega-corporação que está desenvolvendo um ambicioso projeto para revolucionar o mundo tecnológico: um inédito sistema global de comunicação. Chamado Synapse, o sistema permitiria a convergência digital, ou seja, a integração entre telefones, televisões, computadores etc.

Para auxiliá-lo no projeto, Winston recruta o idealista Milo (Ryan Phillippe), um jovem gênio da informática que vem trabalhando na mesma idéia com o amigo Teddy (Yee Jee Tso). Teddy recusa o convite de emprego e continua por conta própria, pois discorda dos métodos de Winston. Milo logo vai descobrir que seu chefe não hesita em matar para destruir a concorrência, e inicia uma perigosa investigação para desmascará-lo.

Um daqueles thrillers de suspense nos quais ninguém é o que parece, Ameaça Virtual segue as fórmulas dos filmes do gênero, mas proporciona bom entretenimento graças ao sólido roteiro de Howard Franklin (O Nome da Rosa, Perigo na Noite, Não Tenho Troco) e ao empenho de Ryan Phillippe (A Sangue Frio). Robbins está, compreensivelmente, caricato.

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