Reinando entre 1903 e 1921, Peter I foi considerado o último Rei da Sérvia e primeiro Rei dos Sérvios, Croatas. Ele é conhecido como Rei Peter, o Libertador por seus feitos militares e sua política libertária na economia e imprensa, além da ascensão cultural de seu reina, um período muitas vezes chamados de “era de ouro”. Nisso o filme encontra sua justificativa para retratar alguns momentos-chave na vida desse governante.
O drama histórico O último rei da Sérvia, dirigido por Petar Ristovski, é uma superprodução para os padrões sérvios e também a condensação de uma série homônima de 2018, em comemoração ao centenário do fim da Primeira Guerra Mundial. O filme acompanha o jovem Peter (Lazar Riztovski), banido de seu país por uma dinastia rival, e o seu retorno para libertar o seu povo e assegurar a democracia parlamentar.
Seguem-se alguns momentos famosos da história do pais, ressaltados como progresso, e o envolvimento do país na na Primeira Guerra, e em conflitos contra Império austro-húngaro, que pretendia punir o povo sérvio, o que resultou em batalhas nos arredores montanha de Cer e da de Kolubara. Um dos episódios mais marcantes do longa se dá durante o recuo após esses conflitos, quando o Rei (Lazar Ristovski, de 007: Cassino Royale) conhece Makrena (Danica Ristovski), que, incapaz de encontrar seu filho, o soldado Marinko (Marinko Spasojevic), pede ao monarca que entregue ao rapaz um par de meias de lã, que ela mesma fez.
Como é de se esperar, O Último Rei da Sérvia é um filme de exaltação de figuras e feitos históricos da nação, como não apenas Peter I, mas também Makrena Spasojevic, que ficou conhecida com a mãe que chorou a morte de todos os filhos mortos na guerra. É um filme caprichado, com uma bela fotografia de Dusan Joksimovic, mas que não consegue ir para além da exaltação nacional. Não deve despertar muito interesse para quem não é sérvio ou, ao menos, interessado pela história do país.
