04/06/2026
Fantasia Drama

The Twentieth Century

Na Toronto do final do século XIX, Mackenzie King sonha em se tornar primeiro-ministro do Canadá. Mas a disputa pelo posto se torna uma batalha entre o bem e o mal.

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A expressão “o longo século XX” ganha um novo sentido com os infindáveis 90 minutos de The Twentieth Century, do canadense Matthew Rankin, que não nega respirar o mesmo ar que Guy Maddin. O personagem principal é Mackenzie King, uma figura real que foi primeiro-ministro do Canadá,  em três ocasiões, aqui retratado quando ainda era um aspirante ao cargo (Dan Beirne).
 
Rankin faz um pastiche de visuais – em especial, pegando muito do Expressionismo alemão, embora em cores e não preto e branco – e cria uma fantasia um tanto surreal sobre um jovem de família bizarra, cuja mãe previu que ele ficaria famoso na política. Aos 26 anos, ele é um tanto ingênuo e espera a concretização da profecia materna, até que encontra Lady Ruby Elliott (Catherine St-Laurent), uma jovem com trança em forma de coroa – que conforme,também previsto pela mãe, seria sua amada.
 
Uma série de eventos, não menos bizarros do que o visual e a premissa do filme, entram em cena, como o fetiche de King por calçados masculinos, ou seu excesso de masturbação, representado por um cacto que ejacula. Há, inegavelmente, inventividade e um humor até ingênuo por parte de Rankin, também responsável pelo roteiro, mas nem tudo se articula tão bem, e o filme pede boa vontade para funcionar a contento.
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