03/06/2026
Aventura Infantil

Passagem Secreta

Alice é uma adolescente insatisfeita por ter de mudar de cidade e escola, mas, quando faz novos amigos, irá viver uma aventura que a levará à descoberta de segredos do seu passado.

post-ex_7
É numa vibe retrô, mas com olhar no presente, que o diretor Rodrigo Grota coloca seu Passagem Secreta, filme de aventura infanto-juvenil, com forte influência dos exemplares do gênero dos anos de 1980, encontrando na criatividade maneiras de driblar o orçamento limitado.
 
A protagonista é Alice (Luiza Quinteiro), adolescente de 13 anos, cuja mãe não pode cuidar dela – não fica muito explícito o que está acontecendo – e a deixa sob os cuidados de seu tio, Heitor (Fernando Alves Pinto), um homem simples que tem como trabalho reinaugurar um parque de diversões sinistro e aparentemente abandonado. É um tema recorrente no gênero, cujas possibilidades Grota, trabalhando com um roteiro de Roberta Takamatsu, sabe explorar a partir do trânsito entre o real e o fantasioso.
 
Morando numa hospedaria próxima do parque, a jovem conhece um trio de adolescentes: Sofia (Sofia Cornwell), Vico (João Guilherme Ota) e Hugo, apelidado “Orelha” (Tiago Daniel), que desaparece na noite de inauguração do parque. Sem conseguir encontrar o tio, também sumido, Alice irá, ao lado dos novos amigos, investigar os desaparecimentos. Isso, no entanto, revelará mais sobre o passado da jovem e de sua família do que ela esperava. O elenco também inclui Arrigo Barnabé como um personagem misterioso.
 
Passagem Secreta não esconde suas influências, e nem precisava. Está claramente dialogando com filmes como Os Goonies e Viagem ao mundo dos sonhos, mas de maneira filtrada para uma sensibilidade nacional. É claro que um orçamento maior daria mais força ao filme, que carece, por exemplo, de uma trilha sonora com hits da época, ou um verniz mais bem acabado. O resultado é este filme, repleto de boas intenções, e alguns deslizes.
post