03/06/2026
Infantil Comédia Animação

Os Caras Malvados

Uma raposa, uma cobra, um tubarão, uma piranha e uma tarântula formam uma temida gangue de assaltantes. Quando acabam presos pela polícia, um professor filantropo pede que lhes seja dada uma segunda chance e, com seu novo método, promete regenerá-los.

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A animação Os Caras Malvados, dirigida por Pierre Perifel, é uma espécie de Doze Homens e Um Segredo para o público infantil – há, inclusive, uma referência a George Clooney. É uma tremenda sacada que já vem da série de HQs homônimas do australiano Aaron Blabey, que são publicadas desde 2015. Os personagens do título são um grupo de animais especializados em grandes roubos, que tocam o terror na cidade.
 
A primeira cena parece vir direto de Pulp Fiction, mas, obviamente, com a temperatura mais baixa e sem a violência. Nela, o protagonista, Sr Lobo (voz de Sam Rockwell, na versão original, e Rômulo Estrela, na brasileira) e o Sr Cobra (Marc Maron/Sérgio Guizé) discutem numa lanchonete, depois roubam um banco. De forma ágil, o filme apresenta seus personagens principais, que inclui, além da dupla, o Sr Piranha (Anthony Ramos/Luis Lobianco); o Sr Tubarão (Craig Robinson/Babu Santana) e a Srta Tarântula (Awkwafina/Nyvi Estephan). Cada um tem sua especialidade para atuar nos roubos e golpes.
 
Como tantas animações para o público infantil, essa é povoada por seres humanos e animais que agem como humanos. É curioso, no entanto, que a polícia seja comandada por uma mulher e os criminosos sejam bichos. Eles, aliás, são a obsessão dela, e também da nova governadora Raposina (Zazie Beetz/Agatha Moreira), que bola uma armadilha para os prender durante um evento beneficente.
 
O roubo, nessa noite, é quase perfeito, mas a trupe acaba presa. O Professor Marmelada (Richard Ayoade/Sérgio Stern) é um porquinho da Índia rico e altruísta que diz ter desenvolvido um método para transformar bandidos em pessoas boas. Por isso, pede para darem uma segunda chance ao grupo pois, sob seus cuidados, garante que se transformarão em “caras legais”.
 
As reviravoltas e estripulias da narrativa garantem que a ação nunca pare, mas não quer dizer que o filme não seja muito diferente das animações norte-americanas que desembarcam nos cinemas aos montes todo ano. Porém, aqui há alguma sagacidade e picardia – é claro que condizente com a faixa etária de seu público. Os personagens, por sua vez, são bem simpáticos, mesmo sendo os vilões. E é exatamente dessa ideia que virá a mensagem (surrada) do filme: nem todo mundo é o que parece. E, obviamente, a animação termina com o gancho pronto para uma sequência, caso esta faça sucesso.
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