04/06/2026
Ação

Ambulância - Um Dia de Crime

Precisando de dinheiro para a cirurgia de sua mulher, Will pede ajuda para o irmão, Danny, que o convence a participar do roubo milionário de um banco. Quando o plano dá errado, na fuga, usam uma ambulância e tomam uma socorrista e um policial ferido como reféns.

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Acostumado a explodir coisas e pessoas, Michael Bay não sai de sua bolha em Ambulância – Um Dia de Crime, embora com orçamento e proporções visivelmente menores. Aqui, há tudo o que se espera de um filme do diretor, da barulheira aos personagens rasos passando por um trama longa e sem pé ou cabeça – ou seja, pura diversão para quem tiver paciência.
 
Uma espécie de Velocidade Máxima numa ambulância, o longa parte de um filme dinamarquês de quase 20 anos atrás, atualizando a ação, a tecnologia e situando a trama em Los Angeles. Bay, que é dado a sentimentalismos baratos, não se esquiva da estratégia aqui, mas o que talvez seja realmente ridículo é fato de se autocitar ao menos duas vezes, com personagens se referindo nominalmente aos filmes A Rocha e Bad Boys.
 
Will Sharp (Yahya Abdul-Mateen II) é um herói de guerra que precisa de muito dinheiro para bancar a operação experimental de sua mulher, que tem câncer. Sem conseguir trabalho, abandonado pelo governo do país que ele defendeu, pede ajuda a seu irmão adotivo, Danny Sharp (Jake Gyllenhaal), um ladrão egocêntrico que jura ter bolado o plano perfeito para roubar milhões de um banco federal. Como ele está de saída para fazer isso, leva o irmão junto.
 
Como é de costume em filmes de Bay, as coisas não ficam muito claras, porque não fazem o menor sentido. O plano do roubo é ridículo e improvável e, obviamente, não sai como planejado. Depois de muitas voltas na história, os irmãos acabam usando uma ambulância como veículo de fuga. Mas se deparam com a socorrista Cam (Eiza González) e o policial Zach (Jackson White), que foi ferido por Will, na parte de trás do veículo. A partir daí, é só correria.
 
Bay, como já provou dezenas de vezes, orquestra o caos como ninguém. Do quarteto no veículo em fuga a esquadrões policiais os perseguindo no ar e na terra. Mas, para manter as 2h15 sempre em movimento, o roteiro de Chris Fedak recorre a malabarismos irreais. Mas quem se importa ? Tecnicamente, é um filme impressionante, mas só isso não basta.
 
Todos têm problemas emocionais a serem resolvidos durante a corrida de ambulância. Cam, a melhor socorrista da cidade, não se apega a seus pacientes. É conhecida por ser fria e dura com os colegas. Will tem um enorme sentimento de culpa por ter atirado acidentalmente no policial durante a fuga, e também tem problemas com o modus operandi do irmão. Danny, por sua vez, revela-se um verdadeiro psicopata. Já Zach, bem, a Zach só resta tentar sobreviver nessas condições adversas.
 
De um veiculo com combustível infinito ao belo rosto de Cam, que nunca se suja de sangue, mesmo que esse espirre por todo o interior da ambulância, a outros momentos irreais, o filme segue sua escalada de tiros, explosões e meia-dúzia de finais, até que acaba da maneira mais previsível e sentimentaloide.
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