02/07/2026
Drama

Pororoca

Num passeio no parque com o pai e o irmão, a pequena Maria desaparece. A partir desse momento, a vida de sua família é destruída.

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Pororoca não é um filme sobre o fenômeno natural que acontece especialmente na região do Amazonas. O longa romeno, escrito e dirigido por Constantin Popescu, remete a uma torrente de emoções fortes e sentimentos conflitantes a partir do desaparecimento de uma criança.
 
Tudor (Bogdan Dumitrache, premiado no Festival de San Sebastian por esse trabalho) e Cristina (Iulia Lumânare) são um casal de classe média numa metrópole romena que tem dois filhos, Ilie (Stefan Raus) e Maria (Adela Marghidan). Um domingo no parque, a menina desaparece, quando está sob os cuidados do pai. É algo inexplicável, ninguém viu nada, ninguém sabe de nada.
 
A partir daí, a vida da família desmorona em poucas horas. Sentimentos de culpa emergem, a separação é inevitável, e Tudor passa a se consumir na culpa pelo seu descuido. A polícia até é esforçada, mas não tem elementos com que trabalhar, por mais que o pai da menina aponte para suspeitos a partir de sua investigação própria.
 
Tudor continua a frequentar o parque onde a menina desapareceu e, a cada visita, parece mais destruído. Sua obsessão o cega, e fotos do dia do desaparecimento o levam a conclusões que podem ser precipitadas.
 
Popescu constrói um filme com planos longos. O do desaparecimento no parque, por exemplo, chega a ser agonizante pois está ali na tela a iminência de uma tragédia, que custa a acontecer. Mas esse não é o único. Seu clímax é forte e surpreendente, podendo ferir algumas sensibilidades até. O diretor cria, num mesmo plano, diversas linhas de tensão que convergem para uma explosão – especialmente de sentimentos.
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