A felicidade das coisas, primeiro longa da premiada curta-metragista Thais Fujinaga, começa com som e imagens do mar. Simbolicamente, a água costuma ser ligada à maternidade. Paula (a excelente Patrícia Saravy) é uma mãe de classe média, grávida pela terceira vez – mas seria reducionista demais definir a personagem apenas por esse prisma.
A figura materna, tal qual a conhecemos, é também uma construção social e histórica, e é isso que Fujinaga capta com vigor em seu primeiro longa. Ninguém nasce pronta para ser mãe – se aprende a cada momento. Ganhador do prêmio da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema, na Mostra de São Paulo de 2021, A felicidade das coisas é o anúncio de um grande talento na direção de longas.
