Grande vencedora da competição internacional no Festival de Gramado 2021, a comédia uruguaia A Teoria dos Vidros Quebrados, uma coprodução com Brasil e Argentina, dirigida por Diego Fernández Pujol, embarca na bizarra situação de Claudio Tapia (Martin Slipak), perito de uma seguradora deslocado para uma missão numa cidadezinha na fronteira.
Supostamente, trata-se de uma promoção mas, ao chegar lá, Claudio descobre que sua vida ali não será nada fácil. Estão ocorrendo uma série de misteriosos incêndios de automóveis e sua companhia deverá indenizar pelo menos alguns deles.
Pressionado, de um lado, pelos clientes ansiosos por receber suas apólices, pelo chefe que quer que ele os enrole e por diversos moradores da cidade, como o poderoso empresário Mendiçabal (o ator brasileiro Roberto Birindelli) e o delegado (César Troncoso), o perito também fica numa saia justa com a própria mulher, já que ele é obrigado a estender a permanência no lugar.
Dessa composição farsesca dos personagens da cidadezinha, da inserção de trechos oníricos e de músicas que dialogam com as agruras do protagonista, o filme extrai seu humor cínico e direto. Não tem grandes segredos, mas revela o funcionamento de um ritmo que ganha o público no final.
