19/07/2026
Comédia

Didi, O Cupido Trapalhão

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Voltando a encarnar Didi, o personagem que interpreta há mais de 20 anos, o comediante Renato Aragão busca reforçar a ligação com as novíssimas gerações que não conheceram a turma dos Trapalhões - que conseguiu manter no cinema uma carreira quase tão lucrativa quanto na televisão, responsável por vários sucessos de bilheteria na década de 80, como Os Trapalhões e o Mágico de Orós (84). Líder eterno do grupo, desfeito depois da morte de Zacarias e Mussum e da separação de Dedé Santana, Didi mantém sua imagem cômica em carreira solo. Inegavelmente, ainda há muito quem se lembre do quarteto e se ligue no seu humor tipo pastelão. Tanto que o último filme protagonizado por Aragão, O Trapalhão e a Luz Azul (99) foi visto por mais de 770.000 espectadores, ficando em 18o lugar entre os filmes de maior público da retomada do cinema brasileiro dos anos 90.

Didi agora é um anjo muito estabanado, mandado à Terra por Deus. Sua missão é unir pelo menos um casal, para que ele consiga ser novamente admitido no paraíso, onde suas confusões esgotaram até a paciência do Altíssimo. Caso fracasse, Didi pode ser rebaixado de sua função de anjo e mandado para o inferno.

Chegando à Terra, Didi é atropelado por um entregador de lanches, Romeu (o cantor Daniel), que anda de lambreta. Mas nada de mais grave acontece e os dois ainda ficam amigos. Didi vai trabalhar como empregado na casa de um empresário, dr. Poleto (Mauro Mendonça), e sua mulher, Ana (Rosa Maria Murtinho). O casal prepara uma festa para que um político muito ambicioso, Páris (Aramis Trindade), peça em casamento a filha deles, Julieta (a apresentadora de TV Jackeline Petkovic, em sua estréia cinematográfica).

Didi arruma, então, que Romeu e seus amigos trabalhem como garçons na festa. Depois de muita música e conversa, Romeu e Julieta se aproximam, o que cai sob medida para que o anjo aproveite a ocasião para flechá-los, provocando paixão mágica e imediata - o que frustra os planos dos pais da moça e do candidato a noivo e promete confusão.

O político continua tentando conquistar Julieta, em vão. E, graças aos esforços do anjo, acaba caindo em desgraça junto ao próprio dr. Poleto. Infelizmente, isto não aumenta as chances de Romeu que, por ser apenas um pobretão que planeja tornar-se cantor, está longe de ser o genro dos sonhos. Por isso, Poleto acaba expulsando de casa Romeu e o anjo trapalhão.

Desesperada, a moça diz que prefere morrer a ficar sem seu amor verdadeiro. É a hora de Didi recorrer a um sonífero que parece veneno e vai fazer todo mundo pensar que a moça morreu, dando tempo aos pais que se arrependam da tentativa de separá-la de Romeu. Este chega sem saber do esquema entre Julieta e Didi e, pensando que se trata realmente de veneno, toma um pouco da poção. Como a história é para menores, é de se prever que o final não será tão trágico quanto o original de William Shakespeare. A fórmula do filme é mesmo alimentada com muita música, com participações de Kelly Key, Fala Mansa, Guilherme Santiago, Vavá e outros.

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