03/06/2026
Suspense Drama

Morte a Pinochet

Um grupo de jovens marxistas-leninistas, da Frente Patriótica Manuel Rodríguez, arma um plano para executar o ditador do Chile, Augusto Pinochet.Mas nada sai como o esperado. Baseado em fatos reais.

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O ditador chileno Augusto Pinochet morreu em 2006, sem pagar pelos seus crimes, ironicamente no Dia Internacional dos Direitos Humanos, 10 de dezembro. O drama Morte a Pinochet, de Juan Ignacio Sabatini, recria um episódio verídico de duas décadas antes, quando a frente paramilitar Frente Patriótica Manuel Rodríguez planejou um atentado contra o ditador.
 
A figura que o longa de Sabatini coloca ao centro é Cecília Magni, de codinome Tamara (Daniela Ramírez), jovem comandante do grupo. Transitando entre a vida pessoal e suas ações como guerrilheira, o filme busca a dimensão humana que levou essa mulher a entrar no grupo e participar de atos terroristas. Filha de classe média alta, ela é retratada como uma mulher corajosa e altruísta, e cujas decisões visavam o bem coletivo. As classes sociais dos participantes do grupo eram, como fica claro, distintas, mas havia a união em comum pelo sonho da revolução.
 
Transitando entre o drama histórico e o suspense político, Sabatini recria os ataques de 7 de setembro de 1986 sem fazer concessões, seguindo bem de perto o que se conhece sobre o planejamento e execução do ato, transformando-o num momento de esperança e transformação do Chile, na expectativa dos guerrilheiros.
 
Se o elenco todo está muito bem – em especial Gastón Salgado, como Sacha –, a montagem do filme não favorece a narrativa. Com idas e vindas no tempo e malabarismos na montagem, Morte a Pinochet nem sempre é muito claro, e confunde aqueles que não estão familiarizados com a história real. E, nesse sentido, o ataque, que deveria ser o centro da trama, se torna um fato menor.
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