09/06/2026
Terror

Duas Bruxas - A Herança Diabólica

Na primeira parte, Sarah é uma jovem grávida de seu companheiro que é amaldiçoada por uma mulher, começando a ter um comportamento estranho. Na segunda parte, Masha é uma jovem peculiar que irá aterrorizar a vida das pessoas que a cercam.

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Não é pelo fato de haver duas bruxas aqui que o filme de Pierre Tsigaridis difere dos outros exemplares do gênero despejados às dezenas todos os meses nas plataformas de streaming e, eventualmente, nos cinemas – como é o caso desse. É só mais um genérico de um gênero cinematográfico que sofre em mãos inábeis. E há bem mais que apenas duas bruxas aqui, todas horripilantes, malévolas e cobertas de maquiagem e efeitos.
 
Dividido em duas partes e um epílogo, Duas bruxas - A hernaça diabólica às vezes parece uma produção amadora ou um exemplar de Todo mundo em pânico, dados os seus momentos risíveis. A primeira delas é protagonizada por Sarah (Belle Adams), que espera sua primeira criança com o marido, Simon (Ian Michaels). Num restaurante, ela recebe a maldição de uma mulher  (Marina Parodi).
 
Atormentada por pesadelos, Sarah não tem mais sossego e parece estar enlouquecendo. Nesse momento, o filme, que nem estava tão bom assim, só piora. Vira uma sucessão de sustos, um atrás do outro. Diretores e diretoras que se aventuram pelo gênero do terror precisam entender que sustinhos baratos não são horror, não é uma atmosfera, são apenas golpes baixos no público.
 
Na segunda parte, Duas Bruxas traz como protagonista Masha (Rebekah Kennedy), uma moça definida como estranha por Rachel (Kristina Klebe), sua colega de quarto que, mesmo assim, tenta ser amiga dela e a compreender. O filme vira uma espécie de disputa entre as duas mulheres, que logo viram inimigas, de forma sanguinolenta e bizarra.
 
Com interpretações ruins e personagens caricatos, o filme estranhamente encontrou caminho para o cinema. Há momentos em que se ensaia uma tentativa de humor mas, no fundo, tudo é apenas bizarro mesmo, mostrando que, não importa quantas bruxas estejam em cena, se não houver um bom roteiro e uma boa direção, não há o que o salve. 
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