04/06/2026
Aventura

Os Três Mosqueteiros - D'Artagnan

Em 1627, o jovem D'Artagnan deixa a Gasconha em direção à corte, em Paris, sonhando tornar-se um mosqueteiro. Seu primeiro contato com Athos, Porthos e Aramis, os Três Mosqueteiros do rei Luís XIII, no entanto, é conflituoso. Mas logo eles se tornarão aliados entre si para defender o reino das manobras do ambicioso cardeal Richelieu. Disponível para aluguel ou compra: Prime Video, Google play, Apple TV.

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Partindo da imortal obra de Alexandre Dumas, que já rendeu incontáveis adaptações para o cinema, o diretor francês Martin Bourboulon (Eiffel) não se dispôs a reinventar a roda. Permite-se algumas liberdades mas aposta mesmo num casting extraordinário, recheado de estrelas e atores muito talentosos, procurando criar um entretenimento sólido. E consegue.
 
Primeira parte de uma dupla de filmes, Os três mosqueteiros: D’Artagnan investe naturalmente sobre a figura de D’Artagnan (François Civil), o jovem gasco que parte em direção a Paris, em 1627, sonhando tornar-se um dos mosqueteiros a serviço do rei Luís XIII (Louis Garrel). No caminho, defronta-se com um incidente em que se vê instado a lutar para salvar uma mulher de um ataque e quase morre. Aliás, chega a ser enterrado…
 
Logo ele vai retomar seu caminho e, por um acidente do destino, esbarra em Athos (Vincent Cassel), Aramis (Romain Duris) e Porthos (Pio Marmaï), os famosos três mosqueteiros, e se vê provocado a um duelo com cada um. Morte certa seria se o trio não descobrisse os talentos naturais do novato numa situação de conflito e o puxasse para debaixo de suas asas.
 
As liberdades tomadas pelo diretor estão em detalhes, como a bissexualidade de Porthos e um uso frequente de garruchas e espingardas, ao lado das espadas que tradicionalmente dão fama aos mosqueteiros e seus rivais. Os enfrentamentos têm adrenalina e uma câmera que está sempre dentro deles, levando o espectador a compartilhar de sua movimentação frenética - às vezes, quase demais.
 
O que está em risco, no entanto, é um jogo político, em que o cardeal Richelieu (Eric Ruf) arma suas manobras para controlar o poder, num reino em que o soberano é um tanto fraco e não muito esperto. A rainha Ana de Áustria (Vicky Krieps) é bem mais inteligente e não ama este marido. Apaixonada secretamente por um nobre inglês, o lorde Buckingham (Jacob Fortune-Lloyd), ela é, no entanto, leal a Luís XIII. Mas a paixão pode torná-la presa para o cardeal, que espalha seus espiões e tem uma verdadeira agente secreta letal a seu serviço: Milady de Winter (Eva Green), personagem que estará no centro da segunda parte da história, com lançamento previsto para dezembro de 2023.
Lealdade também é o que move os mosqueteiros, que não só são fieis ao rei, como à sua rainha e seu segredo - uma aliança que atravessa as barreiras de classe e gênero de uma maneira até moderninha.
 
Um outro fio romântico une D’Artagnan e a camareira da rainha, Constance (Lyna Khouri), cuja fidelidade à patroa não escapa ao cardeal e seus asseclas. Estes detalhes são conduzidos saborosamente ao longo da história, humanizando seus personagens e criando expectativa e torcida por eles. Até Eva Green como a vilã-mor não é nada desprezível - aliás, bem ao contrário, é uma adversária de respeito, capaz de ousadias que não podem deixar de provocar admiração, assim como sua estonteante beleza. 
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