Sem humor nem empatia entre a dupla romântica principal, falta liga numa história que tenta flertar com aquele velho bom-mocismo dos filmes de Frank Capra. Mas os anos 2000 não são os anos 40, nem Nicolas Cage é James Stewart e, principalmente, Brett Ratner não é, ainda, um diretor - e um ator com as limitações de Cage depende muito disso. Téa Leoni, então, nem se fala. A dupla não tem carisma e não faz ninguém sonhar - um prejuízo e tanto numa história que depende tanto da fantasia e se pretende romântica.
Fica deslocado, também, o papel do "anjo da guarda" (Don Cheadle, de Boogie Nights) - e é ele o detalhe que desencadeia toda a história. Como e por quê, afinal, Jack Campbell voltou atrás ao encontro de seu passado, o público fica sem entender. Por mais atraente que seja imaginar, por um momento, como teria sido a própria vida se se tivesse feito outras escolhas - uma premissa que vários outros filmes já exploraram antes, aliás - este aqui não encontrou recursos para expressar direito nem divertir ninguém.
