03/06/2026
Suspense

Por trás da verdade

Marissa Bennings é uma jornalista que ainda não conseguiu lidar com a morte do marido. As coisa só pioram quando um de seus filhos é encontrado morto. Ao mesmo tempo, a namorada dele anuncia que está grávida. Juntas, as duas investigarão a morte do rapaz.

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Se o drama policial Por trás da verdade serve para algo, é para mostrar como Hollywood pode ser cruel com as atrizes à medida que envelhecem. Hillary Swank que tem dois Oscars de interpretação, por Meninos não choram e Menina de Ouro, não deve receber dezenas de roteiros na porta de sua casa todos os dias com propostas de trabalho. Então tem que acabar aceitando esse filme B, que se passa por A, graças à sua presença.

Mas nem mesmo ela é capaz de salvar essa mediocridade do purgatório cinematográfico da previsibilidade ou direção ruim. Ela interpreta Marissa Bennings, uma jornalista que caiu no alcoolismo depois que o marido morreu, e cuja vida piora ainda mais depois que seu filho viciado em drogas é encontrado morto.

Seu outro filho, Toby (Jack Reynor), é um policial bem casado que está tentando, sem sucesso, que a mulher engravide. Curiosamente, durante o funeral, a namorada do outro filho, Paige (Olivia Cooke), conta que está grávida, e Marissa decide que irá proteger a garota, também com seus vícios, e o futuro neto ou neta. 

O filme se passa na cidade de Albany, sempre acinzentada, tentando refletir o estado espiritual das personagens. Marissa resolve conduzir sua própria investigação. Mesmo passando por um luto pesado, ela não aceita ficar sem trabalhar, apesar da insistência do chefe sublinhando que ela é “a melhor repórter que ele tem”, mesmo que ela mal saiba o que é internet. Ora pois. 

Dirigido por Miles Joris-Peyrafitte, Por trás da verdade toma caminhos ao mesmo tempo óbvios e mal resolvidos. Não é preciso ser Sherlock Holmes para saber onde o imbróglio vai dar. Nem todo mundo é o que parece, e talvez Toby não seja um bom policial incorruptível como quer aparentar. 

Os corpos vão se empilhando em momentos risíveis quando deveriam ser sérios ou surpreendentes. A questão é a quem Marissa irá defender, o filho que morreu ou o filho que está vivo. O título original, A boa mãe, reflete o dilema da protagonista, uma personagem desinteressante interpretada por uma atriz esforçada mas que não é santa milagreira. A bem da verdade, seria preciso um bom milagre no roteiro e na direção para salvar essa bagunça de filme – o que nem sempre (ou raramente) acontece no cinema.

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