Custando apenas 50 mil dólares, e arrecadando mais de 5 milhões, no mundo todo, Ursinho Pooh: Sangue e Mel foi um sucesso inesperado – especialmente se levarmos em conta as qualidades cinematográficas inexistentes no filme. Mas surpresa não é que teria uma continuação, Ursinho Pooh: Sangue e Mel 2, que, mesmo com um orçamento maior (cerca de um milhão de dólares), continua tão ruim e amador quanto o original.
Filme, num sentido amador, pode ser divertido, ao menos. Não é o caso aqui, não é divertido, nem assustador (ou melhor, pode até ser, mas pelos motivos errados). O Ursinho Pooh (outrora conhecido como Puff) caiu em domínio público em 1o de janeiro de 2022, e logo depois Rhys Frake-Waterfield fez seu longa.
Aqui, fora um sujeito (Ryan Oliva) com uma máscara tosca do ursinho, nada remete especificamente ao original. Não existe nada de muito específico que diferencie o longa de um slasher protagonizado por um homem com uma máscara de personagem infantil. Frake-Waterfield desperdiça, novamente, qualquer potencial satírico que a empreitada convida.
O longa começa com uma animação mostrando como Pooh e seus colegas fizeram um massacre depois que Christophe Robin (Scott Chambers) foi embora para a faculdade. De acordo com o filme, os animais sempre foram feras mutantes, mas o menino não conseguia ver isso neles, por serem seus amigos.
Tudo caminha para uma rave, na qual o sangue jorra, como é de se esperar no gênero. Nada de novo, nem divertido ou assustador. Só mais um filme que poderia ter ido direto para streaming e que acaba encontrando salas de cinema. A ideia é inusitada e poderia mesmo render algo, mas não nas mãos de Frake-Waterfield, um engenheiro de uma empresa de energia que entrou na indústria cinematográfica produzindo filmes de baixíssimo orçamento que nunca viram a luz do dia – exceto Ursinho Pooh.
