20/07/2026
Comédia

O cara da piscina

Darren Barrenman é um limpador de piscinas que só quer o melhor para sua amada Los Angeles, quando descobre um plano envolvendo roubo da água da cidade. Com a ajuda de seus amigos, fará de tudo para impedir que isso aconteça. Nos cinemas.

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Aparentemente, ser um dos Chris da Marvel – ao lado de Hemsworth, Evans e Pratt – não é suficiente para Chris Pine, que resolveu aventurar-se na direção com o equivocado O Cara da Piscina, uma comédia neo-noir tropical inspirada em Chinatown, que não funciona em nenhum desses gêneros, servindo apenas para deixar sem graça atores como Annette Bening, Danny DeVito e Jennifer Jason Leigh. 

Pine, que dirige e protagoniza, arrisca-se numa comédia, gênero que não parece ser seu forte. Ele e o filme não são engraçados. Ele interpreta Darren Barrenman, o personagem-título, que mora num pequeno trailer num condomínio decadente em Los Angeles, onde ganha vida, é claro, limpando piscinas. 

Darren tem como ídolo máximo Erin Brokovich – não a personagem de Julia Roberts no filme homônimo, mas a mulher real que inspirou o filme – e quer fazer grandes mudanças em sua comunidade para o bem de todos. Por isso, todos os dias, ele vai à prefeitura sugerir projetos para a melhoria da cidade. 

Pine, com cabelos compridos e uma barba entre o loiro natural e o branco da idade, parece crer estar fazendo uma versão de Jeff Bridges em O Grande Lebowski. Mas Pine, o ator, não é Bridges, e, Pine, o diretor, não é os irmãos Ethan e Joel Coen, então o filme é todo errado, ficando num lugar entre a vergonha alheia e a homenagem. 

A trama, assinada por ele e o produtor Ian Gotler, não tem elementos, nem motivos, para sustentar os 100 minutos de duração. Envolve um esquema para roubar água da cidade de Los Angeles, ou algo parecido. Os personagens, assim como as atuações, não fazem o menor sentido, a começar pelo próprio protagonista, que na prefeitura, todos os dias, posta-se diante das autoridades, com um microfone fazendo um teatrinho para convencê-las de seus projetos. 

Pine deve ter achado isso tudo muito engraçado, e que ele está excelente fazendo isso. Bening, DeVito e Leigh, por sua vez, talvez não tenham tido coragem de partir o coração dele dizendo que nada estava bom. Apenas fizeram sua parte, receberam o cachê e foram embora. Isso mal será um arranhão na filmografia deles, mas na de Pine fica como sua estreia na direção, marcada pelo alto número de pessoas saindo durante a sessão quando o longa teve sua estreia mundial no Festival de Toronto do ano passado. 

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