04/06/2026
Comédia Drama

MMA - Meu melhor amigo

Max Machadada é um lutador de MMA que já viveu dias melhores. Depois de uma cirurgia no ombro, tenta se reerguer, mas, ao mesmo tempo, descobre que tem um filho de 8 anos dentro do espectro autista, cuja guarda deverá assumir depois da morte da mãe do menino.

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As intenções, como mostram as imagens nos créditos finais, em algum momento, foram nobres: Marcos Mion queria homenagear seu filho Romeu, que está dentro do espectro autista. Mas o resultado de MMA - Meu Melhor Amigo está longe disso, num filme que parece apenas acariciar o ego do apresentador que, quando não está mostrando seu corpo extremamente malhado, está exibindo o logo dos patrocinadores nas roupas e no carro. 

Dirigido por José Alvarenga Jr, com o roteiro concebido por Mion, o longa é protagonizado por Max Machadada, um lutador de MMA tentando aproveitar seus últimos dias de glória. Vaidoso e mulherengo, ele se recupera de uma cirurgia no ombro, e tenta uma derradeira luta com ajuda de seu empresário mau-caráter (Augusto Madeira).

Até que uma surpresa bate em sua porta: oito anos atrás, ele teve um filho com um mulher de quem nem se lembra. Depois de um teste de DNA comprovar que ele é mesmo o pai do garoto, Bruno (Guilherme Tavares), ele o procura e descobre que a mãe do menino morreu, e que ele mora com uma amiga dela, Laís (Andréia Horta). Sem hesitar, Max leva o menino para sua casa, e tenta adequar sua vida à do filho. 

Embora o pai não esteja fazendo mais do que a obrigação, o filme o trata como um grande herói que sozinho cuida do filho, enfrentando dificuldades e ainda encontrando tempo para treinar para uma grande luta. Na verdade, nada é um grande problema com todo o dinheiro que ele tem, é claro. 

Os personagens secundários, como treinador (interpretado pelo angolano Hoji Fortuna, certamente a melhor presença no filme), ou a filha dele, Naomi (Laura Luz), ou mesmo Laís, existem apenas em função do protagonista. Essa personagem, aliás, poderia ter sumido depois de sua primeira cena, entregando a guarda de Bruno, mas o filme insiste em a transformar em interesse romântico para Max - e seguem ainda outras inexplicáveis escolhas para ela.

Quase na reta final, entra em cena Antonio Fagundes, como o pai de Max, ex-boxeador que zomba do MMA. O ator não precisa fazer muito esforço para engolir Mion em cena, cuja estratégia dramática consiste em arregalar os olhos e inflar os músculos. 

Como se sabe, de boas intenções o inferno cinematográfico está cheio. Com atores mais hábeis, uma direção mais inspirada, uma trilha sonora menos genérica e uma fotografia menos estranha, MMA - Meu Melhor Amigo poderia ter sido um bom filme, mas do jeito que é, perdeu por nocaute. 

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