19/07/2026
Ação

Último alvo

Murtagh é um velho gângster em fim de carreira que descobre ter uma séria doença degenerativa. Em breve, ele poderá não ser mais capaz de cuidar de si mesmo. Ele resolve então procurar novamente sua filha, Daisy, que abandonou há anos e descobre que tem um neto, Dre, que não conhecia. Mas pode ser tarde para redimir seus erros.

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O ator Liam Neeson, aos 72 anos, parece um velho cowboy duro de matar e de aposentar. Ele tem repetido à exaustão esse papel de um velho durão, gângster ou não, que descobre uma doença fatal e resolve redimir seus erros do passado. Mais uma vez, esse velho bordão é repetido em Último Alvo, em que o ator irlandês retoma a parceria com o diretor norueguês Hans Petter Moland, que o acompanhou em Vingança a Sangue-Frio (2019).

Sem dúvida, Neeson tem figura e dignidade para qualquer papel, por isso, é meio triste vê-lo repetir-se tanto nesses filmes de ação que abraçou, com resultados variáveis, desde Busca Implacável (2008). Certamente, no entanto, parte do público deve gostar de vê-lo nesses papéis, como aqui.

Ele interpreta Murtagh, um velho gângster a serviço de Charlie Conner (Ron Perlman), agora acompanhando o jovem Kyle, filho do chefe, para treiná-lo a perceber os perigos das empreitadas do submundo. O jovem não tem respeito pelo veterano, achando-se a última bolacha do pacote, mas ainda tem muito o que aprender. 

Enquanto isso, o gângster descobre que tem uma doença degenerativa que em alguns meses, quem sabe quantos, poderá impedir que ele se cuide sozinho. Mas Murtagh, até pela vida que levou, não tem ninguém com quem contar. Envolve-se eventualmente com alguma mulher, como uma que defendeu num bar contra um namorado agressivo (Yolonda Ross). Mas há muito perdeu contato com os próprios filhos, a quem abandonou.

Como o centro do roteiro, assinado por Tony Gayton, gira em torno de busca de perdão, é imprescindível que ele procure os filhos. Encontra a filha, Daisy (Frankie Shaw), que compreensivelmente não quer saber de um pai tão ausente por tanto tempo. Ainda assim, ele dá um jeito de conectar-se com o neto, Dre (Terrence Pulliam), um menino de 10 anos crescendo longe do próprio pai.

É visível que a história não quer correr muitos riscos, nem pretende ser original. Murtagh é, de cara, um homem condenado, que terá que lidar com os dois lados de uma vida bandida, em que a violência vem sempre cobrar-lhe o preço, e o desejo de garantir algum benefício material à filha e ao neto. Não é, evidentemente, um mau filme, mas é rapidamente esquecível, além de não acrescentar nada a Liam Neeson exceto mais um cheque na conta bancária.

 

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