04/06/2026

Screamboat: Terror a bordo

Transformando radicalmente o Mickey Mouse fofinho lançado no curta de 1928 "O Vapor Willie", a história transforma o roedor num assassino sanguinolento atacando numa balsa em Nova York.

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O curta O Vapor Willie, de 1928, é a primeira aparição oficial de Mickey Mouse. Caindo em domínio público um tempo atrás, já se tornou vítima do cinema trash: Screamboat: Terror A Bordo, protagonizado por um rato maior do que o normal, sujo e feio, que sai matando pessoas na balsa de Staten Island. 

Não há muito o que variar na premissa do filme dirigido por Steven LaMorte: é o rato horroroso acabando com os humanos de formas grotescas. A premissa pode soar mais divertida do que realmente é, pois o que se vê na tela é uma sucessão de mortes sanguinolentas. É, de qualquer forma, um slasher, e, ainda assim, ruim dentro do subgênero. 

Diferente de Ursinho Pooh: Sangue e Mel, outro filme exatamente com os mesmos pressupostos, esse se leva menos a sério, é mais cômico, mas, nem por isso, melhor. O rato é interpretado por David Howard Thornton, o mesmo ator que faz o palhaço Art na franquia Terrifier, aqui debaixo de mais maquiagem. 

Há pouca informação sobre o roedor, apenas que era um experimento abandonado nas profundezas da balsa. O animal é liberto na primeira cena, e, depois disso, segue-se apenas mortes e sangue. Há uma variedade de figuras prontas para serem suas vítimas. Nem dá nem para chamá-las de personagens, são mais tipos rasos como que feitos para perderem a vida para um rato que dança depois da cada morte. 

Entre eles está Selena (Allison Pittel), que no passado sonhou em ser famosa em Nova York, mas agora cogita voltar para casa; e também Pete (Jesse Posey), funcionário da balsa tolo e sem ambição. Há outros, interpretados por atores e atrizes que mal conseguem dizer suas falas. Mas, de qualque forma, Screamboat: Terror A Bordo é tão ruim que parece se encaixar na nova política da Disney de fazer remakes live action de clássicos da animação.

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