Pouco mais de 50% das pessoas que jogam videogames são mulheres, conforme mostra o documentário Game Girls, a partir de uma pesquisa recente. O longa de Saskia Sá investiga como o jogo chega a essas jovens e mulheres e como elas estão tentando transformar um universo marcadamente masculino.
É um filme que, claramente, discute papeis e políticas de gênero no presente voltado ao público gamer. As entrevistas trazem dados e fatos interessantes sobre esse universo, como por que mulheres preferem os chamados jogos móveis, como Fazendinha e Candy Crush, a outros que demandam mais horas e disponibilidade.
Os depoimentos de desenvolvedoras, streamers, criadoras, designers, jogadoras de eSports e figuras icônicas da indústria global de games são reveladores. O assunto é bastante importante, a abordagem relevante, mas o filme funcionaria melhor numa plataforma de streaming do que no cinema.
O visual é moderno e imita a tela de um game. O filme é conduzido por uma personagem virtual feminina chamada Mega, simpática, mas nem sempre necessária na tela, às vezes mais atrapalha do que ajuda. De qualquer forma, toca-se num assunto pouco tratado e que merece ser discutido. O documentário é uma boa adição ao tema.
