Dirigida e escrita por Steven Phil, a comédia Os Três Reis viaja por um terreno muito conhecido pelo interior de São Paulo, embora seja repleta de boas intenções. Três irmãos de personalidades e temperamentos diferentes saem pela estrada em busca do pai, um famoso cantor sertanejo com quem não têm contato há muito, para entregar-lhe uma carta da mãe.
Balthazar (Murilo Meola) esteve preso porque matou o namorado da mãe; Gaspar (Giovanni Venturini) é dono de uma oficina especializada em fuscas; e Belchior (Rodrigo Dorado), o caçula, é um enfermeiro que nunca conheceu o pai. Num fusca conversível, eles embarcam nessa jornada.
A primeira parte desse road movie é marcada pelas interações entre os irmãos, seus conflitos do passado e presente, enquanto estão com o pé na estrada, destacando o perfil de cada um. Balthazar é mais predisposto a resolver as coisas pela violência, Gaspar, mais conciliador, e Belchior, cheio de dúvidas.
A entrada de uma nova personagem dá um novo rumo ao filme, que coloca em cena a música sertaneja. Stephany (Maria Eduarda Machado) é uma cantora empresariada pelo pai dos protagonistas, Roy Alves (Eduardo Araújo, autor da ideia original do filme), famoso cantor sertanejo.
Com pouco mais de uma hora, o filme parece apressado em sua conclusão. Tudo se dá muito rápido – inclusive uma revelação bombástica no seu clímax que não surte muito efeito, embora devesse, e, então, acaba. Fica a sensação de que faltou algum planejamento para organizar melhor os tempos da narrativa. A conclusão é abrupta, deixando a sensação de que havia mais a extrair dessa história.
