Shadow Force – Sentença de Morte tem o velho mote da dupla de espiões que se apaixona no trabalho e larga tudo para viver uma vida normal. Recentemente, esse filme atendia pelo nome de De Volta à Ação, e foi lançado na Netflix. Alguns anos atrás, chamava-se Sr. e Sra. Smith. Sempre a mesma história, ainda que mudando a direção, agora assinada por Joe Carnahan.
Kerry Washington e Omar Sy são Kyra e Issac, agentes de elite que atuavam sob as ordens de um chefe da CIA, Jack Cinder (Mark Strong). Sua função era neutralizar vilões ao redor do mundo, mas acabaram quebrando as regras ao se apaixonar e abandonar o trabalho. Agora, vivem sob disfarce e têm um filho de 5 anos, Ky (Jahleel Kamara).
Cinder assumiu um posto alto do G7, e está em busca dos espiões que desapareceram por saberem demais. Kyra, para se proteger, está longe de casa, tentando acabar com ex-colegas da agência Shadow Force antes que acabem com ela e sua família. Issac cuida do filho até que, quando são vítimas de um assalto num banco, seu treinamento especial vem à tona, entregando sua identidade secreta. Agora, pai e mãe estão reunidos para proteger a eles mesmos e ao filho.
Carnahan investe numa ação desenfreada, partindo de um roteiro pouco elaborado, assinado por ele e Leon Chills, e personagens com pouca distinção. Os membros da Shadow Force, por exemplo, que estão à caça dos protagonistas, podem parecer diferentes entre si, mas o filme nunca lhes dá a chance de ser realmente cada um a seu modo.
Às vezes, o longa cai num sentimentalismo barato, mas, na boa parte do tempo, é uma tentativa de ação à John Wick, por exemplo, que nunca funciona pois faltam desenvolvimento, certa profundidade e um cinismo que Carnahan nunca permite se materializar.
