Pela segunda vez no ano de 2025, estreia um filme baseado no famoso vampiro (o outro sendo Nosferatu, de Robert Eggers), e, também, pela segunda vez ano, estreia um filme de Luc Besson (o outro sendo, June e John). Isto contribui para fazer de Drácula: Uma História de Amor Eterno algo um tanto redundante, talvez até desnecessário, uma vez que o o diretor não tem absolutamente nada novo a acrescentar a uma história já contada tantas vezes, de maneiras muito mais marcantes.
Apesar de trazer nos créditos o romance de Bram Stoker, Besson, que assina o roteiro, está muito mais próximo à adaptação já clássica de Francis Ford Coppola, de 1992, que nem era muito fiel ao original. Tanto na narrativa, quanto no visual, a referência ao filme do estadunidense era clara, o que faz deste novo uma experiência até enfadonha.
Como já de praxe, o nobre Vlad (Caleb Landry Jones), no século XV deixa o seu castelo, e sua amada (Zoë Bleu Sidel) para lutar numa guerra religiosa. Católico fervoroso, ele renega Deus e a igreja quando sua amada morre, e promete varar os séculos em busca dela, alimentando-se de sangue e transformando algumas pessoas em vampiras como ele.
O tempo passa e, na Paris do século XIX, um padre (Christoph Waltz), é chamado a um hospital para investigar uma paciente que tem comportamentos estranhos. Trata-se de Maria (Matilda De Angelis). Logo ele descobre que ela foi vampirizada e precisa de sangue para se alimentar. O que ele não sabe é que a missão dela é especial: encontrar a reencarnação da mulher de Vlad.
Elizabeta (novamente, Bleu Sidel) é noiva de Jonathan Harker (Ewens Abid), que, curiosamente, foi ao castelo de Vlad, onde é recepcionado por gárgulas que servem de empregados ao conde. Nessa cena do primeiro encontro, Drácula tem exatamente os mesmos cabelos brancos que no filme de Coppola. Certamente, uma homenagem, mas que evidencia ainda mais a falta de criatividade de Besson.
O filme segue o caminho mais do que conhecido, com um alto orçamento para direção de arte e figurino, mas sofrendo com um humor fora de lugar e a presença dominante de Waltz, que rouba a cena sempre que está diante da câmera.
