18/07/2026
Drama

Rua Seis, Sem Número

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Neste seu 12o longa-metragem, o veterano diretor João Batista de Andrade experimentou pela primeira vez a captação das imagens com câmera digital (depois transpostas para 35 mm) para contar a história de Solano (Marco Ricca), um ex-funcionário público, agora jornalista, enredado em dois dilemas. De um lado, acaba de perder o emprego, tendo para sustentar mulher grávida (Luciana Braga) e filho. Outro impasse se inicia quando o presencia um crime.

 

Reagindo a assalto por garotos de rua, um vendedor ambulante é assassinado com golpes de estilete. Solano tenta socorrê-lo e o homem lhe entrega um maço de dinheiro, recomendando-lhe que o entregue a uma certa Maíra que mora na rua Seis, sem número. Mas morre antes de poder dar maiores indicações sobre o bairro onde se localiza a casa da mulher.

 

Pressionado por todo tipo de dificuldade econômica, o que provoca brigas diárias com sua mulher, Solano resiste a entregar-se à que seria até uma reação lógica em sua situação, ou seja, apoderar-se do dinheiro do morto. Ao contrário, cumprir a promessa feita ao agonizante passa a ser uma outra obsessão, ao lado de procurar emprego. Num certo momento, encontrar a tal rua Seis torna-se quase mais importante para ele do que tudo o mais.

 

Percorrendo ruas pobres de Taguatinga, cidade-satélite de Brasília onde ocorreram as filmagens, Solano exercita sua perícia de repórter para levantar pistas da misteriosa Maíra (Christiane Fernandes). Não sem antes colocar-se na mira de tipos suspeitos, gangues criminosas de todo tipo, que nunca vêem com bons olhos a chegada de estranhos aos seus domínios.

 

Apesar do esforço inegável do elenco, a grande falha da história está no tom, que mergulha no surrealismo, onde é muito mais fácil perder o rumo. Infelizmente, é o que acontece.

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