18/07/2026
Suspense Ação

O Sobrevivente

Ben Richards é um homem desempregado e sem dinheiro que precisa conseguir pagar o tratamento de sua filha. Para isso, se inscreve num reality show de vida e morte, cujo prêmio poderá salvar a menina. Nas plataformas a partir de 29/12: Amazon Prime Video, Apple TV, Google Play e Microsoft Store (compra); Claro TV+, Vivo Play e Oi (aluguel).

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O Sobrevivente chega aos cinemas poucos meses depois de A Longa Marcha: Caminhe ou Morra. Mais do que serem baseados em livros de Stephen King (que ele lançou sob o pseudônimo Richard Bachman), ambos são basicamente a mesma história com a diferença deste ter um orçamento visivelmente mais polpudo do que o anterior.

Dirigida por Edgar Wright, e protagonizado por Glen Powell, a história é, basicamente, a mesma do filme anterior, situada num futuro distópico em que as pessoas participam de um reality show que testa os limites físicos, e os vencedores (se houverem) ganharão muito dinheiro, enquanto os perdedores morrem ao longo da temporada. A diferença é que aqui se corre e no anterior se andava. 

Powell é Ben Richards, um homem sem emprego e com uma filha pequena doente. Para poder custear o tratamento da menina, ele se inscreve no reality, no qual deve correr por 30 dias, evitando que seja reconhecido e assassinado por um esquadrão de assassinos profissionais que o perseguem.

Se a adaptação de 1987, protagonizada por Arnold Schwarzenegger, distanciava-se do original, Wright, que assina o roteiro com Michael Bacall, volta a King tentando um tom mais sombrio, mais fiel ao livro. De um lado, está a grande corporação que promove o jogo, produzido por Dan Killian (Josh Brolin), um megalomaníaco que vê no perigo e no sangue o motor dos altos números de audiência. Do outro lado, está o homem comum correndo (às vezes literalmente) contra o tempo e por sua vida.

É sempre muito curioso quando filmes dizem se alinhar contra as grandes empresas, afinal, no caso deste em específico, é bancado pela Paramount Pictures que não é nenhum pequeno negócio familiar, como bem se sabe.

O programa é apresentado por Bobby T Thompson (Colman Domingo), uma figura não muito diferente do apresentador dos Jogos Vorazes. Richards percebe, no entanto, que esse pessoal da emissora e do jogo não é idôneo. Vídeos feitos por IA o retratam como um vilão que não se importa em matar para conseguir o prêmio,

Aos poucos, a trajetória de Richards, no entanto, faz dele um herói por expor a verdade graças à ajuda de pessoas que se colocam contra o sistema, como é caso do personagem de Michael Cera, cujo pai foi morto por ser um policial honesto. Slogans “Richard Vive” começam a surgir no país, e ele se torna o garoto-propaganda involuntário de um movimento de resistência. 

Nos anos de 1980, quando o livro foi publicado, tudo isso poderia parecer um exagero e chocar. Os EUA entravam numa década de particular prosperidade, sob o comando de Ronald Reagan, e ter de participar de um programa de televisão mortal para poder comprar remédios e pagar a conta de um hospital pareciam um exagero – hoje, está bem mais próximo da realidade. 

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