21/07/2026
Documentário

Lumière! A Aventura Continua

120 filmes de 50 segundos pertencentes ao Instituto Lumière, em Lyon, permitem aprofundar a análise sobre o legado dos pioneiros do cinema, os irmãos Auguste e Louis Lumière. Nos cinemas.

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Mergulhando novamente na fortuna inesgotável dos arquivos do Instituto Lumière, em Lyon, do qual é diretor, Thierry Frémaux resgata 120 pequenos filmes de 50 segundos para retratar a prodigiosa clarividência de Louis Lumière, inventor do cinema ao lado de seu irmão, Auguste. 

Neste novo documentário, que dá sequência a outro de 2017 (Lumière! A Aventura Começa), Frémaux reitera a perícia desses irmãos, que naqueles primeiros dias da sétima arte estavam inventando seus princípios. Ou seja, que onde se coloca a câmera é o ponto de vista e os planos-sequência, que ainda não tinham esse nome e decorriam, então, da própria duração dos rolos de filme (50 segundos). Como a montagem não havia ainda sido criada, os cortes só eram aplicados quando se detectava alguma falha na primeira tomada. 

Os filmetes, realizados entre 1895 e 1905, incluem as três versões da pioneira saída da fábrica de Lyon - que passou à História como o marco inicial do cinema -, cenas de viagem, as acrobacias de uma família circense, imagens citadinas e cenas familiares dos Lumière, permitindo essas constatações e algo mais, a partir também da narração de Frémaux, historiador e também diretor artístico do Festival de Cannes.

No material deste filme, figura inclusive um filme inédito, registro da inauguração do Chateau d’Eau, feita em 75 mm e que na ocasião não teve condições técnicas para ser projetado.

Como sustenta Frémaux, Louis Lumière foi “o último inventor e o primeiro cineasta”, fazendo do cinema uma arte visual. Foi ele o primeiro também a comportar-se como diretor, indagando-se sobre onde colocar a câmera, compreendendo rapidamente que cinema era escrever com a câmera.

Dono de um acervo de mais de mil filmes, o instituto Lumière vem se dedicando também à sua restauração, que permite que grupos deles sejam organizados em documentários como este. Louis Lumière, afinal, foi clarividente também na preservação dos filmes realizados por ele e o irmão, além dos operadores a seu serviço, guardando-os consigo.

 

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