18/07/2026
Documentário

Abre Alas

Ouvindo sete mulheres de vivências muito distintas, o documentário relaciona a resiliência que têm em comum estas trajetórias das mulheres no mundo.

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O documentário de estreia de Ursula Rösele é, antes de tudo, um filme de escuta. Elegendo sete mulheres de vivências bastante diferentes, ela cria um espaço acolhedor para ouvir tudo o que elas escolheram compartilhar sobre vidas marcadas por lutas, conquistas, sofrimento, espiritualidade e superação.

É um dispositivo muitas vezes usado por um mestre do gênero, Eduardo Coutinho, a cuja sensibilidade o filme é assumidamente filiado. Nada de errado com isso, exceto talvez desprender-se um pouco mais de uma fórmula e encontrar um novo estilo.

Os relatos de Walkiria, Dora, Silvana, Sheila, Regina, Lorena e Heloísa sucedem-se, então, nesse espaço, num filme que começa, inexplicavelmente, pedindo a cada uma delas momentos de silêncio - o que, afinal, não se justifica depois. Vale bem mais acompanhar os relatos, muitas vezes pungentes, de cada uma delas, duas sendo mulheres trans, refletindo sobre as próprias experiências com um olhar de maturidade. 

Esses eventuais tropeços, inclusive de duração e ritmo, justificam-se dentro de uma primeira obra de uma diretora que, certamente, tem bagagem como pesquisadora e intelectual. 

O filme foi premiado com o troféu Melhor Destaque Feminino no festival Femina 2025. 

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