18/07/2026
Aventura Infantil

O Diário de Pilar na Amazônia

Graças a uma rede mágica, Pilar, seu amigo Breno e seu gato viajam à Amazônia, onde se unem a duas crianças de lá, que tentam impedir o desmatamento.

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Tal qual Os Detetives do Prédio Azul, os livros da série O Diário de Pilar começaram numa série televisiva e chegaram ao cinema. Em comum, também, todos são obras da jornalista, escritora e roteirista Flavia Lins e Silva, e falam diretamente a um público infanto-juvenil de classe média. O novo longa, dirigido por Duda Vaisman e Rodrigo Van Der Put, acompanha a garotinha carioca do título em suas aventuras no Amazonas. 

Pilar (Lina Flor) e seu amigo Breno (Miguel Soares) formam a Sociedade dos Espiões Invisíveis. A menina, desde o começo, já mostra pendor para heroína protetora da natureza, ao tentar salvar uma árvore da pracinha perto de onde moram. Graças a uma rede mágica dada pelo avô (Roberto Bomtempo, que já fizera o personagem do teatro), a garota acaba sendo transportada com o amigo e o gato Simba para a Amazônia, onde conhecem Maiara (Sophia Ataíde) e Bira (Thúlio Naab), duas crianças locais que sofrem com o desmatamento. 

Como a maioria dos filmes destinados ao público infanto-juvenil, O Diário de Pilar na Amazônia é repleto de boas intenções e didatismo, falando da importância da preservação da floresta e de suas lendas e mitos. Tudo muito nobre, mas não muito bem realizado. Os animais em computação gráfica (incluindo o gato) não são lá muito convincentes, e o detalhe de Pilar e Breno terem forte sotaque carioca faz até sentido, mas a Mãe Terra falar igual a eles já é demais. 

Tudo isso se torna ainda mais complicado, quando as crianças da Amazônia precisam de crianças brancas sudestinas para serem salvas: é o velho mito do branco salvador perpetuado para as novas gerações. Em pleno século XXI, essa muleta ideológica e narrativa já deveria ter sido superada. Em alguns casos, como na recente animação Tainá e os Guardiões da Amazônia - Em Busca da Flecha Azul, já foi mesmo – ainda bem.

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