Atriz veterana, conhecida especialmente da televisão, Rosamaria Murtinho brilha em É Tempo de Amoras, primeiro longa de Anahí Borges. Ela faz uma parceria com a pequena Analu Reis, que interpreta Pety, uma personagem que já apareceu em outros curtas da diretora, como Pety Pode Tudo, Aventuras de Pety e No Tempo das Formiga.
Rosamaria é Pasqualina, uma viúva de 91 anos, que mora numa casa de repouso, e tem como melhor amiga Tereza (Bárbara Bruno). Mas a protagonista precisa fazer um acerto de contas com o passado, reencontrar seu grande amor, Mauro (Antonio Pitanga), e para isso foge da residência. O encontro é um tanto frustrante, pois ela o encontra casado (com a personagem de Zezé Mota), e avô de um netinho, o que evidencia ainda mais a solidão da personagem.
O encontro por acaso com Pety, uma menina cheia de energia e curiosidade, muda tudo, na medida em que as duas, em pontas opostas da vida, se aproximam, e transformam uma à outra, que se “adotam” como avó e neta.
Borges constrói um universo lúdico e delicado a partir do olhar feminino de Pasqualina e Pety (cujo nome é Petrolina). O filme é marcado pelo realismo, pela observação das personagens em suas jornadas, mas também há momentos de algo fantástico que invade a tela, como no começo quando a protagonista foge da casa de repouso, e encontra pessoas dançando na rua.
