18/07/2026

Mesmo ainda não tendo idade para viajar no tempo, o pequeno Arco desobedece os pais e vai parar no passado, no ano de 2075, onde conhece Iris, uma menina de sua idade que promete ajudá-lo a voltar para o futuro. Na Mubi.

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Duplamente premiado no Festival Internacional de Animação de Annecy (Melhor Filme e Melhor Trilha Sonora) e indicado ao Oscar na categoria Melhor Animação em Longa Metragem, Arco, dirigido por Ugo Bienvenu e Gilles Cazaux, se destaca mais por seu colorido vibrante do que pela trama que é bastante simples. 

Arco é um menino de 10 anos do futuro cuja primeira viagem no tempo não termina bem, e ele acaba no ano de 2075, onde conhece Iris, uma garota da mesma ideia, vivendo numa Terra devastada por desastres naturais. São duas crianças de tempos diferentes e com aspirações próprias. 

Bienvenu, que assina o roteiro com Félix de Givry, é quadrinista, autor da famosa HQ Preferência do Sistema, que, aqui, estreia na direção de longas e leva para o cinema seu estilo e temas. No livro, dados se tonaram uma mercadoria e elementos culturais precisam ser apagados para abrir mais espaço para armazenamento de outras informações. Um arquivista tenta salvar coisas que julga importante armazenando-as na memória de um robô chamado Mikki, que aparece em Arco. 

Aqui, ele é uma babá de Iris e seu irmão Peter enquanto os pais da dupla estão fora de casa trabalhando. A menina sempre quis estar mais próxima dos pais, que eles passassem mais tempo com os filhos e esse é o seu grande drama. Já Mikki não é o único robô do futuro, no qual boa parte das tarefas são executadas por androides. 

Arco, por sua vez, em seu futuro, sonha em deixar sua casa, explorar o mundo e os tempos, mas ele ainda não tem idade suficiente para a viagem no tempo. Isso, no entanto, não o impede de tentar, usando a capa de arco-íris da irmã, e indo parar numa floresta em 2075, onde é resgatado por Iris. Ele, no entanto, é perseguido por um trio de irmãos que sempre tentaram provar a existência das pessoas que viajam no tempo. 

Claramente, Bienvenu é influenciado por Hayao Miyazaki, mas, também, é dono de um estilo próprio. Tematicamente, ele também está próximo do mestre nipônico, mas sua abordagem é menos poética e elusiva, indo direto ao ponto da destruição ambiental e a substituição de humanos por máquinas. 

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