Um novo filme com Jason Statham não é exatamente motivo para empolgação, até porque já se sabe até exatamente o que vai acontecer – variando apenas como vai acontecer. O que não impede que o ator britânico tenha seu público cativo no Brasil, haja vista como todos seus filmes chegam aos cinemas do país.
Missão Refúgio não é dos melhores, nem dos mais instigantes, pois tudo é protocolar e no piloto automático, mas a fanbase não deve ligar para isso, e é o que importa. E que todos sejam felizes. Statham interpreta Mason, como não poderia deixar de ser, um ex-militar com traumas do passado que se isola da civilização numa ilha.
O diretor Ric Roman Waugh sabe muito bem o que o público do ator quer, e não é historinha, narrativa, personagens, essas coisas de filmes dramáticos. Não, é tiro, porrada e bomba. E isso está na tela, não nessa ordem. Mas, antes disso, entrega-se o mínimo de trama para poder justificar a pancadaria. Jesse (Bodhi Rae Breathnach) é uma pequena órfã que, por conta de um acidente de barco no qual estava com seu tio, vai parar na ilha de Mason, que avisa que ela perdeu o único parente que tinha nesse naufrágio.
O serviço secreto britânico, no entanto, demonstra que a garota não está sozinha no mundo, e logo vão atrás dela, classificando Mason como um terrorista. Os agentes que vão até ele para o matar, é claro, não vão durar muito. E, mesmo sob enorme vigilância por parte da agência, ele e a menina conseguem chegar a Londres sem que ninguém os pare no meio do caminho.
O que segue, então, é a receita de sempre, com as variações da coreografia da violência, embora para algum desavisado possa ser igual aos outros filmes Statham - o que também não será um problema, pois fã que é fã de verdade se mostra fiel.
