18/07/2026
Ação

Na Zona Cinzenta

Sophia é uma advogada especialista em casos delicados. E, para isso, conta com dois capangas. Quando se propõe a recuperar uma fortuna roubada, entra numa disputa de estratégia com um homem perigoso.

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O britânico Guy Ritchie apareceu na cena cinematográfica no final dos anos de 1990, com comédias de ação marcadas por lances engraçadinhos e edição vertiginosa. A cada filme, ele prova que Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, seu longa de estreia, foi sorte iniciante. O mais recente, Na Zona Cinzenta, é só mais um de seus filmes que, como tantos outros que tem feito, podia ter sido lançado direto no streaming.

O elenco famoso, que inclui Jake Gyllenhaal e Henry Cavill, deve ter pesado na hora de despejar esse produto genérico no cinema. Os atores interpretam Bronco e Sid, uma dupla de faz-tudo, que trabalha para a advogada Sophia (Eiza González), uma
profissional de alto nível, ou seja, cara, que se move, como ela mesma explica, na zona cinzenta, isto é, na brecha entre a lei e o crime, se valendo do melhor deste dois mundos.

A desculpa para a trama, também assinada pelo diretor, tem a ver com uma fortuna milionária roubada por um chefão (Fisher Stevens) que não está disposto a negociar. Os detalhes são banais, pouco importam, são confusos e estão ligados a uma alta funcionária de alto escalão interpretada por Rosamund Pike (que aparece menos do que poderia).

Bronco e Sid, sob o comando da advogada, vão à ilha onde está o manda-chuva, com quem ela deverá negociar. Mas, o plano precisa ser mais complexo e envolver uma rota de fuga. Então, boa parte do filme mostra a elaboração desse plano, enquanto a outra parte mostra a execução dele – isto é, as mesmas coisas acontecem, basicamente, duas vezes sem tanta diferença, fazendo parecer que os 90 e poucos minutos do filme
pareçam mais longo do que são.

O diretor, assim como o elenco, segue um piloto automático banal que dá zero personalidade a Na Zona Cinzenta. Perseguições, explosões e afins são as saídas para o modus operandis de Ritchie, que atulha o filme com narrativa em off e
comentários que, para ele, são engraçadinhos, além de letreiros na tela listando, por exemplo, aquilo que já está sendo dito, como se o público precisasse de tanto recurso para entender uma trama tão frívola.

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