18/07/2026
Suspense Drama

Fora de Controle

Julien e Marie têm um casamento saudável marcado pela alegria, mas quando ele reencontra um antigo amor, sua mulher fica insegura e começa um caso com um colega de trabalho, o que pode trazer consequências trágicas.

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Pode ser de forma consciente ou não, mas a diretora e roteirista Anne Le Ny tem claras aspirações chabrolianas em seu Fora de Controle, mas, ao contrário do mestre francês, com o perdão do trocadilho, ela não consegue controlar a trama e a narrativa com precisão, e seu longa, aos poucos, sai do trilho ficando longo e desinteressante. 

O tema aqui é caro a Claude Chabrol: a dinâmica de um casamento afetado pela infidelidade. Marie (Elodie Bouchez) e Julien (Omar Sy) são casados há 15 anos, mas o relacionamento balança quando Anaëlle (Vanessa Paradis), primeiro amor dele, reaparece na cidade, pronta para abrir um café. Abalada, Marie começa um caso com um colega de trabalho, Thomas (José Garcia).

Ao contrário dela, ele não quer apenas sexo casual, e desenvolve uma obsessão por ela, desencadeando uma espiral de horrores domésticos que mira, também, numa espécie de Atração Fatal com os gêneros dos personagens invertidos. Aqui, no entanto, há mais um diferencial. Ao contrário do filme estadunidense, a pessoa infiel não jura amores nem engana o amante, como Michael Douglas faz com Glenn Close. 

Não faz muito sentido esse suspense mediano e pouco criativo chegar aos cinemas, uma vez que o tema já foi abordado de forma bem mais, no mínimo, intrigante do que aqui. Bouchez, musa do cinema francês independente dos anos de 1990, é sempre uma grata surpresa na tela, trazendo gravidade à personagem, e Sy, com seu carisma natural, faz o par perfeito. A cantora Paradis, por sua vez, é a mais fraca do quarteto. Como sempre, um tanto sorumbática na tela, o que faz questionar se Julien abriria mão de um casamento tão feliz e saudável para ficar com ela. Pouco plausível.

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