19/08/2026
Documentário

Amelia Toledo - Lembrar de Não Esquecer

Amelia Toledo é um dos principais nomes da arte brasileira na segunda metade do século XX. O documentário resgata sua importância, trazendo depoimentos e imagens sobre sua vida, sua obra e seu legado.

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O documentário Amelia Toledo - Lembrar de Não Esquecer tem intenções muito nobres de registrar e levar ao público a vida de obra da artista nascida em São Paulo em 1926, e que morreu em 2017. Nesse sentido, o filme de Helio Goldsztejn cumpre sua promessa, mas o faz de forma um tanto irregular. 

A montagem assinada por Pichi Martirani e o roteiro de Fabio Brandi Torres nem sempre tiram o melhor proveito de seu material, construindo uma narrativa, se não aleatória, um tanto caótica em suas idas e vindas nos temas, imagens e questões 

O filme começa com rápidos depoimentos, dando a ideia do que é a obra de Toledo, que foi pintora, desenhista, escultora, gravadora e designer de joias. Para isso, entram em cena especialistas e parentes dela. Elucida um pouco, tentando se apresentar como um cartão de visitas do filme. Seguem, então, imagens que mostram a própria artista falando de sua obra, de sua técnica e afins. São alguns dos melhores momentos do longa. 

Materiais do filme inédito 22 dias com Amelia, ou como me tornei um artista, de Rubens Crispin Jr, e imagens do acervo do Sesc São Paulo dão força ao documentário, que carece de foco. Os depoimentos de diversas personalidades são, às vezes, redundantes, mas a maior parte bastante elucidativa da importância da artista e sua obra para o cenário brasileiro. De qualquer forma, o filme sabe se aproveitar bem da obra de Toledo, em especial das esculturas, com destaque para aquelas incorporadas à paisagem urbana, como a instalação Caleidoscópio, de 1996, na estação Brás do metrô em São Paulo. 

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