20/07/2026
Documentário

Migração Alada

post-ex_7

No caótico trânsito de São Paulo, não há uma única pessoa que não desejou ter um par de asas para vencer, em poucos minutos, a distância que separa o trabalho de casa. Mas e se essa distância fosse de, digamos, 8 mil quilômetros? Bom, aí o senso comum nos colocaria em uma das apertadas poltronas de um avião mesmo.

 

A natureza não dá essa moleza aos pássaros. Duas vezes por ano, centenas de espécies desses animais migram entre os dois hemisférios do planeta em busca do verão. Esse é o movimento que preenche o celulóide de Migração Alada, de Jacques Perrin (que estreou rapazinho em A Moça e a Valise/1960, de Valerio Zurlini), Jacques Cluzaud e Michel Debats. Prato cheio para os fãs dos canais National Geographic e Animal Planet, o filme conta com uma numerosa equipe de cinegrafistas que colocam o espectador lado a lado com os pássaros.

 

E eles voam muito. O Ganso Branco, por exemplo, atravessa 2,5 mil quilômetros da Europa Ocidental até chegar na Groelândia, assim como o Ganso do Canadá que percorre 3,5 mil quilômetros do Golfo do México até o Círculo Polar. Mas isso não é nada comparado aos 20 mil quilômetros que percorrem as Andorinhas de um pólo a outro. E o mais impressionante é que esses animais não têm a ajuda dos complexos aparelhos de localização; e encontram seus destinos através do sol, das estrelas, do campo magnético da Terra e da memória. Nessa viagem, o homem aparece como mero coadjuvante e se junta às belíssimas paisagens para compor Migração Alada.

post