23/06/2026

CineOP inicia nova edição e homenageia Helena Solberg

De 25 a 30 de junho, será realizada a 21ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, apresentando, em seis dias, uma seleção tematizando o audiovisual como patrimônio, totalizando 135 filmes, sendo 33 longas, 4 médias e 98 curtas.

As sessões ocorrem em três espaços principais: o Centro de Artes e Convenções da UFOP, sede do evento e do Cine-Teatro Petrobras (510 lugares); a Praça Tiradentes, com o Cine-Praça (500 lugares), destinado à abertura, ao encerramento e às exibições ao ar livre; e o Cine-Museu (90 lugares), instalado no Anexo do Museu da Inconfidência. Parte da programação também poderá ser acompanhada gratuitamente pela plataforma do festival.

A homenagem da 21ª CineOP é para a cineasta Helena Solberg (foto abaixo). A sessão de abertura, na noite de 25 de junho, apresenta A Entrevista (1966), considerado um marco do cinema feminista brasileiro, e Meio Dia (1970). Entre os títulos programados na homenagem, está Carmen Miranda: Bananas Is My Business (1995), um retrato complexo da artista brasileira internacionalizada por Hollywood.

Mostra Competitiva

Pelo segundo ano consecutivo, a CineOP realiza a Mostra Competitiva Contemporânea, intitulada Arquivos em Questão. A seleção reúne cinco longas-metragens em pré-estreia nacional ou estadual, selecionados pelos curadores Cleber Eduardo e Juliana Gusman.

A competição é formada pelos seguintes filmes:

Proust Palimpsesto: Pastiches e Misturas (Carlos Adriano, SP): ensaio cinepoético que parte do único registro filmado do escritor Marcel Proust para refletir sobre os desafios para adaptação de sua obra monumental.

Apopcalipse Segundo Baby (Rafael Saar, RJ) [foto acima]: documentário que percorre a trajetória da cantora Baby do Brasil desde os Novos Baianos até a carreira solo.

Universo Circular – Jocy de Oliveira (Dácio Pinheiro, RJ) apresenta o percurso artístico da compositora e pioneira da música eletrônica no país, ainda em atividade aos 90 anos.

Irritante Prodígio (Luiza Lindner, SP) investiga os limites entre autobiografia, performance e memória ao revisitar uma infância marcada por longos períodos de internação hospitalar e psiquiátrica.

Notas sobre um Desterro (Gustavo Castro, DF) transforma imagens registradas por uma família brasileiro-palestina na Cisjordânia em uma reflexão sobre deslocamento, colonização e violência.

Mostra Contemporânea

Os longas e curtas-metragens desta mostra ampliam as discussões sobre memória e trauma, como acontece em Anistia 79 (Anita Leandro, RJ), que resgata imagens realizadas durante a Conferência Internacional pela Anistia, em Roma, em 1979, e revisita reflexões sobre os crimes da ditadura militar brasileira. Fernanda Abreu – Da Lata 30 Anos, o Documentário (Paulo Severo, RJ) recupera materiais inéditos das gravações do disco lançado em 1995 e reconstrói um período decisivo da música brasileira. Outro artista representado nos filmes aparece em Fernando Coni Campos: Cada Um Vive Como Sonha (Luis Abramo e Pedro Rossi, RJ), dedicado ao realizador do clássico Viagem ao Fim do Mundo e ao seu projeto de um cinema poético e radical. As Dores do Mundo – Hyldon (Emilio Domingos e Felipe David Rodrigues, RJ) e Vivo 76 (Lírio Ferreira, PE) completam a seleção.

Entre os curtas, com seleção de Rubens Fabricio Anzolin e Camila Vieira, a seleção inclui Ouro de Tolo Remix (Gabriel Afonso, MG), Terceira Montanha (Tetsuya Maruyama, RJ/EUA/França), Cinzenta: Inventários da Chaminé (Natália Reis, MG) e Sem Título #11: Um Analecto à Mula (Carlos Adriano, SP), entre outros.

Mostra Histórica

Com o tema “Como Elas Começaram? Memórias do Primeiro Filme”, a Mostra Histórica percorre diferentes gerações de realizadoras brasileiras e revisita os momentos inaugurais de suas trajetórias.
A seleção reúne obras representativas, como Feminino Plural (Vera de Figueiredo, RJ), lançado em 1976; Mar de Rosas (Ana Carolina, RJ, 1977); Que Bom Te Ver Viva (Lucia Murat, RJ, 1989), que articula depoimentos de ex-presas políticas e ficção para refletir sobre as marcas da ditadura; Um Céu de Estrelas (Tata Amaral, SP, 1996), drama de violência doméstica concentrado em uma única noite; e Um Dia com Jerusa (Viviane Ferreira, SP, 2020).

Mostra Preservação

A seção em 2026 tem a exibição de O Ébrio (Gilda Abreu, RJ), clássico de 1946 restaurado em 4K e que completa 80 anos de lançamento. O filme, um dos maiores sucessos do audiovisual brasileiro, reafirma a importância da diretora, uma das pioneiras da presença feminina na realização cinematográfica do país.

Também integram a programação Vento Norte (Salomão Scliar, RS), drama ambientado em uma comunidade pesqueira do litoral gaúcho, e curtas restaurados como Jangada de Ir e Vir (Marcus Vale, CE), de 1977, e A Luta do Povo (Renato Tapajós, SP), de 1980, que evidenciam o trabalho e a resistência popular.

Em pré-estreia nacional, Os Irmãos Segreto (Michele Manzolini e Federico Ferrone, Itália/Brasil) recupera a trajetória dos irmãos italianos pioneiros do audiovisual brasileiro. Outro destaque é O Filme Infinito (Leandro Listorti, Argentina), construído a partir de fragmentos de obras argentinas jamais concluídas e que transforma restos e materiais órfãos em uma reflexão sobre memória e criação.

Serviço

21ª CINEOP - MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO | 25 A 30 DE JUNHO DE 2026

Cine-Praça/Praça Tiradentes | Cine-Teatro Petrobras/ Centro de Artes e Convenções | Cine-Museu / Anexo do Museu da Inconfidência

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

Patrocínio Master: PETROBRAS

Patrocínio: VALE, ITAÚ E CAIXA

Parceria: FUNEMP – FUNDO ESPECIAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE MINAS GERAIS/, PREFEITURA DE BELO HORIZONTE ATRAVÉS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO, PREFEITURA MUNICIPAL DE OURO PRETO

Apoio: CANAL BRASIL, CASA DA MOSTRA, CAFÉ 3 CORAÇÕES, CENTRO DE ARTES E CONVENÇÕES, CTAV

Corealização: INSTITUTO UNIVERSO CULTURAL

Idealização e Realização: UNIVERSO PRODUÇÃO

MINISTÉRIO DA CULTURA - GOVERNO FEDERAL | DO LADO DO POVO BRASILEIRO


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