14/09/2026

Festival de Brasília dá a largada na 59ª edição

Começa nesta sexta (11) o
59º Festival de Brasília, com a exibição do curta Brasília - Planejamento Urbano (1965), de Fernando Coni Campos, e do longa inédito A Pele Morta (foto ao lado), de Denise Moraes e Bruno Torres.

Nesta edição, para a qual foi recebido um recorde de inscrições, com quase 2 mil títulos entre curtas e longas, foram selecionados 7 longas-metragens e 12 curtas para a Mostra
Competitiva Nacional, além de 4 longas e 8 curtas para a Mostra Brasília. Ao todo, o festival
exibe mais de 70 produções, distribuídas em seis outras mostras e nas sessões especiais,
hors concours, e a de encerramento, com Verão da Lata, de Santiago Dellape.

Abertura

No caso do filme de abertura, o público assistirá a um projeto que seria dirigido por um dos
grandes nomes históricos do cinema brasiliense, Geraldo Moraes, pai dos dois realizadores
que assinam a obra, e que assumiram o projeto após o falecimento dele. O filme tem
produção de sua companheira, Solange Moraes.
Já o longa de encerramento, Verão da Lata, é uma das grandes apostas do cinema nacional
para a próxima temporada de verão, numa comédia de ação com um elenco estelar, liderado por Samantha Schmütz e Babu Santana, com direção do cineasta brasiliense Santiago Dellape.

Competição

Na Mostra Competitiva Nacional, foram escolhidos sete longas: Ana, En Passant, de Fernanda Salgado (MG, foto ao lado); Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco (GO); Tudo é Tempo, de Marcos Guttman (RJ); Todo o Sentimento, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA); Privadas de Suas Vidas, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner (SP); Se Eu Fosse Vivo... Vivia, de André Novais Oliveira (MG); e Sabes de Mim, Agora Esqueça, de Denise Vieira (DF).

Já a seleção de curtas nacionais inclui 12 títulos: Mariposa, de Alexandre Américo e Pedro
Vitor (RN); Vejo Você de Repente, de Aída da Costa (CE); Gastronomia do Olho, de Nicolau
(DF); Fundura, de Catapreta (MG); Cidão, de Alessandra Gama (GO); Descarrilho, de Aline
Gutierrez (RS); Cana, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP); Lagoa do Abandono, de Diego Maia (CE); Futuro Decadance, de Leviathan (AL); Tiró e a Onça, de Wera Poty (SP); Poronga, de Rafael Rogante (RO); e Banho de Choque, de Cíntia Lima (PE).

As sessões acontecem sempre no Cine Brasília, na Sala Vladimir Carvalho, às 21h, com
ingressos a R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia), entre os dias 12 e 18 de setembro. A reprise dos filmes da Mostra Competitiva Nacional (legendadas em inglês), na Sala 2, no Cine Cultura Liberty Mall, entre os dias 13 e 19 de setembro, às 10h, com entrada franca.

Mostra Brasília

A seleção inclui quatro longas-metragens: Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça;
Amadeo e o Hipotético Mundo Novo, de Brenda Lígia e Edu Felistoque; Mapas, de Rafael
Lobo; e Nem Todos Sabem, de Edileuza Penha de Souza.

A seleção de curtas é formada por 11 títulos: Hacker Leonilia, de Gustavo Fontele; A Arte
Perdida da Lombada
, de Helena Sarmento e Gabriel Brito; Vinte Vinte Quatro, de Davi Pieri;
Isso Aqui e Várzea!, de Flávio Costa; Dora, de Murilo Abreu;. O Jardim Mágico, de Naira
Carneiro e Carlon Hardt; Rima, de Josianne Diniz; Madre, de Talita Carvalho e Carol Matias; Impostor, de Rafael Gontijo; Não Há Crime no Plano Piloto, de Gabriel Machado; e Ar-Dor,
de Mike Peixoto.

As sessões acontecem sempre no Cine Brasília, na Sala Vladimir Carvalho, às 18h, com
sessões às 19h45 no Complexo Cultural de Planaltina e no Campus da Universidade Católica
em Taguatinga, entre os dias 14 e 18 de setembro, sempre com entrada franca, sujeita à
lotação da sala, e com aferição de Júri Popular em todas as sessões.

Mostras especiais

O Festivalzinho é uma das vitrines mais tradicionais, voltada para exibição de produções infantojuvenis, com sete filmes programados nas manhãs entre 13 e 17 de setembro no Cine Brasília, no Complexo Cultural de Planaltina e na Universidade
Católica em Taguatinga. Também estão de volta as mostras Festival dos Festivais e
Caleidoscópio.

Realizada há muitos anos, Festival dos Festivais reúne filmes que estrearam em outros festivais, mas que são exibidos agora pela primeira vez para o público do DF. Compõem o programa Proust Palimpsesto: Pastiches e Misturas, de Carlos Adriano; Flora & Airto: O Som Revolucionário, de Jom Tob de Azulay; Afrolatinas: Mulheres Negras em Movimentos, de Viviane Ferreira; Para os Guardados, de Desali e Rafael Rocha; e A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywarete, de Werá Djekupé.

Na sempre muito aguardada Mostra Caleidoscópio, também competitiva, serão exibidos
filmes de forte voz artística e autoral. As produções concorrem ao
Prêmio do Júri Fipresci, da Federação Internacional de Críticos de Cinema, e ao Prêmio Jean-Claude Bernardet, conferido pelo Júri Jovem, formado por estudantes de audiovisual
da UnB - Universidade de Brasília, berço do Festival. Nesta seleção, o público assistirá a
Mulheres do Bando, de Thamires Vieira (BA); Tempo à Faca, de Diogo Oliveira (BA); Cacimba, de Rodrigo Campos (MG); Os Vivos Caminham a Terra, de Pedro Maia (PE); e Os Fantasmas Gentis, de Caetano Gotardo (SP).

Também constante na programação nos últimos anos, a mostra História(s) do Cinema Brasileiro terá dois conjuntos de filmes que fazem referência à importante tradição do cinema nacional. A primeira, de Clássicos, contará com a exibição de três curtas de Vladimir Carvalho: Brasília Segundo Feldman (co-realizado por Eugene Feldman), A Paisagem Natural e O Sertão do Rio Peixe. Além deles, completam a parte histórica do Festival as já citadas exibições do curta Brasília - Planejamento Urbano, de Fernando Coni Campos (na abertura); e dos longas Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral (1996); e A Cor do Seu Destino, de Jorge Durán (1986).

O segundo bloco desta Mostra exibe filmes novos cujas narrativas fazem referência a artistas ou filmes históricos do cinema brasileiro. É o caso de Adeus, Brasília, de Moacir Macedo, que une materiais de uma inédita e recente entrevista com Vladimir Carvalho a imagens da despedida ao cineasta realizada no próprio Cine Brasília; Fernando Coni Campos: Cada um Vive como Sonha, de Luis Abramo e Pedro Rossi, que faz uma síntese da carreira do artista que terá um curta exibido na abertura; e o documentário Drops de Anis, de Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro, em que os cineastas examinam a relação entre o cinema brasileiro, a crítica e o público através de dezenas de entrevistas realizadas com expoentes de cada um desses segmentos. Algumas destas conversas, inclusive, foram filmadas por ocasião do Festival de Brasília de 2025.

Finalmente, retomando uma iniciativa bem-sucedida da edição de 2025, a Mostra Premiere
DF apresenta dois títulos brasilienses inéditos: Jornada nas Estrelas, de Angelo Pignaton; e
Brasifilia, de Francenilton Klava.

Homenagens

Como faz parte de sua tradição, o Festival de Brasília celebra todo ano alguns nomes
essenciais para a história do cinema brasileiro. Nesse sentido, a atriz Julia Lemmertz terá sua carreira reconhecida com o Troféu Candango de Conjunto da Obra na abertura do festival e, durante a programação, será reexibido o filme A Cor do Seu Destino (1986), de Jorge Durán, recentemente restaurado, em celebração aos 40 anos do lançamento da obra pela qual ela recebeu o Candango de Melhor Atriz Coadjuvante à época.

Reconhecida com o Prêmio Leila Diniz, a cineasta Tata Amaral terá sua trajetória celebrada dentro do Festival. Pela ocasião do prêmio, o evento exibirá seu primeiro longa-metragem, de 1996, Um Céu de Estrelas, há 30 anos, pelo qual foi premiada com o Candango de melhor direção, um prêmio que ela já tinha ganho em 1991 pelo curta Viver a Vida.

Dez anos depois de sua criação, a Medalha Paulo Emílio Sales Gomes deste ano será concedida à museóloga e conservadora audiovisual Fernanda Coelho, por sua contribuição à preservação da memória e ao pensamento e ao ensino do cinema no Brasil. Também professora na área de Museologia, ela se destaca pela trajetória de 36 anos na Cinemateca Brasileira, tendo formado gerações de profissionais de preservação do cinema brasileiro. Ela receberá a láurea durante a sessão das 18h de domingo (13), da mostra História(s) do Cinema Brasileiro, no Cine Brasília, na qual também serão exibidos trechos dos materiais do Arquivo Público do DF, que passa atualmente por um amplo processo de restauro.

SERVIÇO

59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Data: De 11 a 19 de setembro de 2026

Cine Brasília: EQS 106/107, Asa Sul, Brasília - DF

Outros locais:

Complexo Cultural de Planaltina: Av. Uberdan Cardoso, Setor Administrativo, Lote 02,

Planaltina - DF

Universidade Católica de Brasília (UCB - Campus Taguatinga): QS 07, Lote 01, EPCT,

Taguatinga Sul - DF

Complexo Cultural Samambaia: QS 301, Conjunto 05, Lote 01, Samambaia Sul - DF

Cine Cultura Liberty Mall: SCN Quadra 02, Bloco D, Shopping Liberty Mall, Asa Norte, Brasília

- DF

IESB (Campus Asa Sul): SGAS 613/614, Asa Sul, Brasília - DF

Jovem de Expressão: Praça do Cidadão, EQNM 18/20, Ceilândia Norte - DF

Hotel Ramada: SHS Quadra 04, Bloco A, Asa Sul, Brasília - DF

A programação completa pode ser acessada em detalhes abaixo e pelo site oficial.