Brasileiros: poucos e bons
- Por Neusa Barbosa
- 10/05/2011
- Tempo de leitura 1 minuto
Nove anos depois de causar impacto na mostra Un Certain Regard em 2002 com seu poderoso Madame Satã, o premiado cineastaKarim Ainouz retornaa Cannes, agora na prestigiada Quinzena dos Realizadores com O Abismo Prateado. O filme se inspira na cançãoOlhos nos Olhos, de Chico Buarque de Holanda – presença anunciada em Cannes -, e atuação de Alessandra Negrini, uma atriz que tem mostrado ousadia em suas escolhas no cinema, incluindo filmes de Julio Bressane, como Cleópatra e A Erva do Rato. Ela interpreta Violeta, uma dentista casada, mãe de um adolescente, cuja rotina é drasticamente alterada por uma mensagem deixada em sua secretária eletrônica.
Na seção Un Certain Regard, foi selecionado o longa de estréia da dupla paulistana Juliana Rojas e Marco Dutra, Trabalhar Cansa. Apesar de jovens, os dois diretores já têm uma história em Cannes. Passaram aqui seus curtas Um Ramo (prêmio Découverte na Semana da Crítica 2007) e Um Lençol Branco (que concorreu no Cinéfondation 2005).
Na Semana da Crítica, concorre o curta Permanências, de Ricardo Alves Jr., um trabalho ficcional e experimental. No Cinéfondation, espaço reservado aos filmes de conclusão de curso de cinema - onde o Brasil já inclusive venceu o prêmio principal, em 2002, com Um Sol Alaranjado, de Eduardo Valente -, concorre o curta carioca de Alice Furtado, Duelo Antes da Noite.
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