06/06/2026

É Tudo Verdade traz retrospectiva de Eduardo Coutinho, além de 25 filmes inéditos

Com uma retrospectiva de filmes de Eduardo Coutinho e do argentino Andrés di Tella, além de longas e curtas nacionais e estrangeiros inéditos, o festival de documentários É Tudo Verdade chega à sua 17ª edição que será aberta, em São Paulo, numa sessão para convidados nesta quinta (22), com Tropicália (foto), de Marcelo Machado. No Rio, a abertura será na sexta (23), com Jorge Mautner – O filho do Holocausto, de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt. Os dois filmes fazem parte da programação e serão exibidos em outros dias.

A competição nacional conta com sete longas inéditos: Coração do Brasil, de Daniel Solá Santiago; Cuíca de Santo Amaro, de Joel de Almeida e Josias Pires; Dino Cazzola – Uma filmografia brasileira, de Andréa Prates e Cleisson Vidal; Mr. Sganzerla – Os signos da luz, de Joel Pizzini; Os irmãos Roberto, de Ivana Mendes e Tiago Arakilian; Paralelo 10, de Silvio Da-Rin; e Tokiori – Dobras do tempo, de Paulo Pastorelo. Esses filmes concorrem ao prêmio CPFL Energia/É Tudo Verdade, no valor de R$ 110 mil.

No formato curta, são nove filmes nacionais em competição: Barbara em Cena, de Ellen Ferreira; Barbeiros, de Luiz Ferraz e Guilherme Aguilar; Capela, de Gustavo Rosa de Moura; A cidade, de Liliana Schulzbach; Entre lá e cá, de Heloisa Passos; A galinha que burlou o sistema, de Quico Meirelles; Limbo, de Cao Guimarães; Piove, Il film di Pio, de Thiago Brandimarte Mendonça; e Ser tão cinzento, de Henrique Dantas.

A competição internacional reúne 12 longas de países como China (China Peso-Pesado - foto ao lado), Suécia (Com amor, Carolyn), Coréia do Sul (Planeta Caracol), Polônia (Tonia e seus filhos) e Chile (Calafate, Zoológico de humanos), além de 9 curtas.

A retrospectiva nacional trará filmes do período de formação do documentarista Eduardo Coutinho, realizados quando ele integrava a equipe do programa Globo Repórter - como Exu, uma tragédia sertaneja (1979), sobre a rivalidade de duas famílias numa pequena cidade em Pernambuco, e Theodorico – O imperador do Sertão (1978), sobre Theodorico Bezerra, típico representante da aristocracia rural nordestina.
Ao todo, são sete títulos, incluindo também o clássico Cabra marcado para morrer (1984), que será exibido em cópia restaurada e como tema de debates com a presença de Coutinho e membros de sua equipe.

O argentino Andrés Di Tella virá ao Brasil para participar de sua retrospectiva, que exibirá seu trabalho mais recente, Golpes de Machado, sobre Claudio Caldini, que foi cineasta experimental nos anos de 1970, mas cuja carreira foi interrompida pela ditadura militar. Hoje Caldini trabalha como caseiro nos arredores de Buenos Aires.
Ao todo, são 8 filmes, produzidos entre 1990 e 2011.

Nos seus programas especiais, o É Tudo Verdade promove um painel da produção documental contemporânea, com filmes de diversos países abordando assuntos variados. Desde futebol (Santos, 100 anos de futebol-arte, de Lina Chamie - foto ao lado) a teatro (Augusto Boal e o teatro do oprimido, de Zelito Viana), passando pena pena de morte nos EUA (Ao abismo: um conto de morte, um conto de vida, de Werner Herzog), o cabaré mais famoso do mundo (Crazy Horse, de Frederick Wiseman) e sobre o escritor e roteirista Jean-Claude Carrière (Carrière 250 metros)
do mexicano Juan Carlos Rulfo, com roteiro assinado pelo próprio Carrière).

Neste ano, a Conferência Internacional do Documentário chega à sua 12ª edição, tendo como tema o uso de animação em filmes não-ficcionais.
Serão promovidas quatro mesas de debate e uma pequena mostra com produções relacionadas ao tema.

As sessões do É Tudo Verdade são gratuitas e os ingressos começam a ser distribuídos na bilheteria das salas uma hora antes do início de cada exibição.