21/07/2026

"Big Jato", de Cláudio Assis, vence principais prêmios em Brasília

O filme Big Jato, de Cláudio Assis (PE) foi o grande vencedor do 48º Festival de Brasília, ganhando cinco troféus troféus: melhor longa, ator (Matheus Nachtergaele), atriz (Marcélia Cartaxo), roteiro (Hilton Lacerda de Ana Carolina Francisco) e trilha sonora (DJ Dolores).

O drama paranaense Para Minha Amada Morta, de Aly Muritiba – estreante em longa de ficção -, por sua vez, arrebatou outros seis prêmios: melhor ator coadjuvante (Lourinelson Vladmir), atriz coadjuvante (Giuly Biancato), fotografia (Pablo Baião), direção de arte (Monica Palazzo), montagem (João Menna Barreto) e melhor longa para o júri Abraccine.

A seguir, a premiação completa desta edição:

Melhor Filme de longa metragem - R$ 100.000,00
Big Jato, de Cláudio Assis

Melhor Direção - R$ 20.000,00
Aly Muritiba, por Para Minha Amada Morta

Melhor Ator - R$ 10.000,00
Matheus Nachtergaele, por Big Jato

Melhor Atriz - R$ 10.000,00
Marcelia Cartaxo, por Big Jato

Melhor Ator Coadjuvante - R$ 5.000,00
Lourinelson Vladmir, por Para Minha Amada Morta

Melhor Atriz Coadjuvante - R$ 5.000,00
Giuly Biancato, por Para Minha Amada Morta

Melhor Roteiro - R$ 10.000,00
Hilton Lacerda e Ana Carolina Francisco, por Big Jato


Melhor Fotografia - R$ 10.000,00
Pablo Baião, por Para Minha Amada Morta

Melhor Direção de Arte - R$ 10.000,00
Monica Palazzo, por Para Minha Amada Morta

Melhor Trilha Sonora - R$ 10.000,00
DJ Dolores, por Big Jato

Melhor Som - R$ 10.000,00
Claudio Gonçalves e Flávio Bessa, por Fome

Melhor Montagem - R$ 10.000,00
João Menna Barreto, por Para Minha Amada Morta

Prêmio Especial do Juri
Jean-Claude Bernardet, por Fome

FILME DE CURTA OU MÉDIA METRAGEM – Júri Oficial

Melhor Filme de curta ou média metragem - R$ 30.000,00
Quintal, de André Novais

Melhor Direção - R$ 10.000,00
Nathália Tereza, por A Outra Margem

Melhor Ator - R$ 5.000,00
João Campos, por Cidade Nova

Melhor Atriz - R$ 5.000,00
Maria José Novais, por Quintal

Melhor Roteiro - R$ 5.000,00
André Novais, por Quintal

Melhor Fotografia - R$ 5.000,00
Leonardo Feliciano, por À Parte do Inferno

Melhor Direção de Arte - R$ 5.000,00
Fabiola Bonofiglio, por Tarântula

Melhor Trilha Sonora - R$ 5.000,00
Sérgio Pererê, Carlos Francisco, Gabriel Martins e Pedro Santiago, por Rapsódia para o Homem Negro

Melhor Som - R$ 5.000,00
Léo Bortolin, por Command Action

Melhor Montagem - R$ 5.000,00
Pablo Ferreira, por Afonso é uma Brazza
Prêmio Especial do Júri (Pela feliz conjugação entre o trabalho de direção e atuação coletiva):
História de uma Pena, de Leonardo Mouramateus

PRÊMIOS DO JÚRI POPULAR - para os filmes escolhidos pelo público, por meio de votação em cédula própria:

Melhor Filme de longa metragem - R$ 40.000,00
A Família Dionti, de Alan Minas

Melhor Filme de curta ou média metragem - R$ 10.000,00
Afonso e uma Brazza, de Naji Sidki e James Gama

PRÊMIOS - TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL - JÚRI OFICIAL

Melhor Longa-Metragem – R$ 80.000,00
Santoro – o Homem e sua Música, de John Howard Szerman

Melhor Curta-Metragem – R$ 30.000,00
A Culpa é da Foto, de Eraldo Peres, André Dusek e Joedson Alves

Melhor Direção – R$ 6.000,00
John Howard Szerman, por Santoro – o Homem e sua Música

Melhor Ator – R$ 6.000,00
Davi Galdeano, por O Outro Lado do Paraíso
Melhor Atriz – R$ 6.000,00
Simone Iliescu, por O Outro Lado do Paraíso

Melhor Roteiro– R$ 6.000,00
Marcelo Müller, Ricardo Tiezzi, José Rezende Jr. e André Ristum, por O Outro Lado do Paraíso

Melhor Fotografia – R$ 6.000,00
Lelo Santos, por O Escuro do Medo

Melhor Montagem – R$ 6.000,00
Armando Bulcão, por Alma Palavra Alma

Melhor Direção de Arte – R$ 6.000,00
Beto Grimaldi, por O Outro Lado do Paraíso

Melhor Edição de Som– R$ 6.000,00
Alessandro Laroca, Armando Torres Jr. e Eduardo Virmond, por O Outro Lado do Paraíso

Melhor Captação de Som– R$ 6.000,00
Toninho Muricy, por O Outro Lado do Paraíso

Melhor Trilha Sonora– R$ 6.000,00
Alessandro Santoro, porde Santoro – O Homem e sua Música

Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal - Júri Popular

Melhor filme de longa metragem: R$ 20.000,00
O Outro Lado do Paraíso, de André Ristum

Melhor filme de curta metragem: R$ 10.000,00
Ninguém Nasce no Paraíso (Matriz Proibida), de Alan Schvarberg

Prêmio ABCV - Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo
Conferido pela ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo a profissional do audiovisual do Distrito Federal
Homenagem ao ator Gê Martu

Prêmio Canal Brasil
Cessão de um Prêmio de Aquisição no valor de R$ 15 mil e o troféu Canal Brasil, ao Melhor filme de curta metragem selecionado pelo júri Canal Brasil.
Filme: Rapsódia para o Homem Negro, de Gabriel Martins

Prêmio exibição TV Brasil

O título premiado integrará a programação da emissora. Melhor filme de longa metragem - R$ 50 mil

Filme: Santoro – o Homem e sua Música, de John Howard Szerman
Prêmio Marco Antônio Guimarães

Conferido pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro para o filme que destaca
o uso de material
de arquivo e de pesquisa
cinematográfica.
Filme: Santoro – o Homem e sua Música, de John Howard Szerman

Prêmio ABRACCINE - O Prêmio da Crítica

Por fazer o retrato sensível de uma solidão usando a música como condutor narrativo dos sentimentos, humanizando um personagem a princípio duro e impenetrável, o Júri Abraccine concede o Prêmio da Crítica de melhor curta-metragem a
A Outra Margem, de Nathália Tereza

Por construir através de imagens potentes o ressentimento e a obsessao de seu protagonista e pela construcao de uma crescente tensao dentro de cada plano do filme, o Júri Abraccine concede o Prêmio da Crítica de melhor longa-metragem a
Para Minha Amada Morta, de Aly Muritiba

Prêmio SARUÊ – (20º Prêmio Saruê)

Confeccionado pelo artista Francisco Galeno e definido, em votação, pelos integrantes do jornal Correio Braziliense, o troféu é dedicado ao melhor momento do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Entre fissuras de uma seleção de filmes, inicialmente impecável, e vaias questionáveis, mas bem-vindas – enquanto manifestação; o Festival, aos 50 anos, perpetua o viés político. E é no templo, ou melhor, na Igreja – como identificou Walter Carvalho, ao falar do Cine Brasília -- que nós, da equipe do Correio, celebramos a existência da diversidade. Independente de méritos artísticos, um discurso potente e qualificado conquistou os ouvidos dos espectadores de Copyleft. Pelo conteúdo embasado e tocante, RODRIGO CARNEIRO, seu discurso merece o Saruê.