Mostra - A luz no fim do túnel
- Por Alysson Oliveira
- 17/10/2018
- Tempo de leitura 3 minutos

Como bem definiu a diretora da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Renata de Almeida, a 42a edição do evento deve servir como “uma luz no fim do túnel” para um ano tão conturbado social e politicamente. Essa nota de esperança está bem ilustrada no pôster e vinheta do evento, assinados pela multi-artista Laurie Anderson, a partir de uma instalação dela mesma e Huang Hsin-Chien, Chalkroom, que poderá ser visitada no novo anexo do Cinesesc. Neste ano, a Mostra conseguiu assegurar para sua programação os longas premiados nos três principais festivais do mundo. De Berlim, vem o romeno Não me toque (foto), de Adina Pintilie; de Cannes, Assunto de Família, do japonês Hirokazu Kore-eda, que também receberá o Prêmio Humanidade; e de Veneza, o mexicano Roma, de Alfonso Cuarón, que será exibido no encerramento e também deverá fazer parte da programação da repescagem.
Os novos trabalhos de algumas das principais diretoras e diretores da atualidade também terão presença assegurada no evento, que acontece entre 18 e 31 de outubro, como é o caso de Nuestro Tiempo, do mexicano Carlos Reygadas; A casa que Jack construiu (foto)de Lars von Trier (cuja obra ganha uma minirretrospectiva); Vidas duplas, de Olivier Assayas; Cafarnaum (Grande Prêmio do Júri, em Cannes), de Nadine Labaki; O hotel às margens do rio e Grass, ambos de Hong Sangsoo; Imagem e palavra, do veterano Jean-Luc Godard; 3 faces, de Jafar Panahi, ganhador do prêmio de roteiro, no Festival de Cannes, e que será homenageado com o Troféu Leon Cakoff; e A favorita (Vencedor do Grande Prêmio Especial do Júri e da Copa Volpi de Melhor Atriz para Olivia Colman no Festival de Veneza), do grego Yorgos Lamthimos, que será exibido na sessão de abertura (17-10) para convidados, e, depois, em outras duas sessões na programação.
A seleção de longas brasileiros apresenta diversas produções premiadas em festivais no país e no exterior, como Los silencios (foto), de Beatriz Seigner, exibida em Cannes, e ganhadora do prêmio de direção no Festival de Brasília, em setembro; Tinta Bruta, de Filipe Matzembacher e Márcio Reolon, ganhador do Teddy Award, no Festival de Berlim; e outros que fazem sua première mundial na mostra, como os novos trabalhos de Jorge Furtado (Rasga coração, a partir da famosa peça homônima de Oduvaldo Vianna Filho), Paulo Sacramento (O olho e a faca), e Tata Amaral (Sequestro relâmpago).
Em homenagem ao centenário de nascimento do líder sul-africano Nelson Mandela, a Mostra exibe quatro títulos: os documentários O estado contra Nelson Mandela e os outros (foto), sobre o julgamento histórico dos ano de 1960, que resultou na condenação à prisão perpétua de 9 homens; Reconciliação: O milagre de Nelson Mandela, que explora a transição do apartheid à democracia; Winnie, sobre a ex-mulher do líder, morta no início deste ano, e, por fim, a ficção Invictus, de Clint Eastwood, que mostra como o rugby serviu para unir os povos da África do Sul nos anos de 1990.Relacionadas
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