21/07/2026
Ação

A Lenda do Tesouro Perdido

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A fórmula mágica de diversão de Caçadores da Arca Perdida continua a ser procurada sem descanso. Mas este filme prova mais uma vez que chegar a ela não é tão simples. O diretor Jon Turteltaub (de Fenômeno e Enquanto Você Dormia) recorreu aos serviços de meia dúzia de roteiristas que não fizeram coisa melhor do que inspirar-se na manjada história do bestseller O Código Da Vinci e fazer um pastiche. O único tempero a mais foram os detalhes patrioteiros, em alta desde o 11 de setembro e a segunda vitória de George W. Bush.

Para começar, o herói se chama Benjamim Franklin - um dos pais da nação americana. Este daqui é Benjamim Franklin Gates (Nicolas Cage), cujo sobrenome homenageia um outro herói moderno, empresário ultrabem-sucedido no mundo da informática. Ben Gates pertence a uma família de historiadores, tida por excêntrica por defender a tese de que um enorme tesouro foi trazido das Cruzadas pelos Templários e escondido pelos maçons, entre os quais se incluiriam alguns dos Pais Fundadores dos EUA.

Ninguém leva isto nem um pouco a sério mas Ben Gates segue uma dica do avô (Christopher Plummer) e acaba no Círculo Polar Ártico, atrás de decifrar o significado de uma misteriosa palavra: "Charlotte". Uma pista leva a outra e ele descobre que o mapa do tesouro foi desenhado com tinta invisível no verso da Declaração da Independência americana.

O histórico documento está, é claro, guardado a sete chaves. O trabalho de Gates é convencer a zelosa funcionária do Arquivo Nacional, Abigail (Diane Kruger) de toda essa história rocambolesca - mas ela não está muito a fim. Nada que a presença de um vilão (Sean Bean) não resolva sem problemas.

O aspecto mais lamentável, porém, é a distribuidora Buena Vista ter decidido esconder o filme, não o apresentando nas habituais sessões prévias para os jornalistas especializados.

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