Com bases nesses preceitos, tornou-se suspeito por parte do estúdio deixar nas mãos do diretor Mike Mitchell a tarefa de levar às telas uma história com tais preocupações. Afinal, o cineasta é responsável, dentre a lista de intoleráveis produções, por Gigolô por Acidente e Sobrevivendo ao Natal, que pouco – ou nada – se assemelham a idéia de Super Escola de Heróis.
O novo filme Disney soma-se ao Sexta-Feira muito Louca, Operação Cupido e Diário de Princesa na linha de textos moralizantes, em que a mensagem supera a técnica ou as deficiências de roteiro. O próprio nome já indica essa posição, antecipando uma história de aprendizado adolescente, por mais que se desenrole em um mundo hipotético de super-heróis.
Entre os que lutam contra o crime com seus poderes sobrenaturais estão o Capitão Stronghold (Kurt Russell) e Josie Jetstream (Kelly Preston), cujo filho Will (Michael Angarano) está prestes a entrar na prestigiosa Sky High, onde apenas filhos de heróis podem entrar. Lá são preparados para sua vida adulta, antevendo as jogadas de vilões e como manter sua identidade secreta. O básico, por assim dizer.
No entanto, Will não parece ter qualquer poder, apesar de ser filho dos mais poderosos super-heróis do mundo. Por isso, é relegado a cargos de ajudante (tal como Robin era para Batman), junto com outros estudantes de pouco potencial São conhecidos como sidekicks, que, mais tarde deverão mostrar valor, quando a escola é ameaçada.
Além de suas lições claras e quase didáticas , o filme chama atenção pela energia e entusiasmo do elenco, principalmente o infantil, com o acertado tom humorado dado à trama. Mesmo os aficionados por comics poderão desfrutar dos mais engenhosos detalhes que parecem ser extraídos de quadrinhos. São qualidades que realmente deixam a produção genuinamente divertida.
Mike Mitchell cala suspeitas de que não deveria levar adiante este projeto. Seu trabalho honesto e divertido garante o um programa familiar com todos os ingredientes Disney à disposição. Principalmente pela bem acertada trilha sonora dos anos 80 que irrompe nas mais cômicas situações. Um acerto para o estúdio também, que não tem conseguido sucesso com as animações que o tornaram grande.
