Ou seja, as conquistas que as mulheres tiveram ao longo da segunda metade do século XX não são nada, se não forem felizes na cama? Isso faz lembrar alguns momentos do recente longa Mulheres do Brasil, de Malu de Martino, recentemente exibido no país e que merecia ser esquecido.
Qualquer psicanalista vai dizer a seu paciente que, claro, sexo e prazer têm uma parcela importante na vida. Mas se Louise fosse se consultar, ele provavelmente diria, de forma educada, claro, para ela parar de ser tão chata, e não azucrinar tanto a vida das pessoas ao seu redor. Ela trabalha numa rádio, para onde escreve e lê no ar crônicas sobre sua vida. Porém, quando sua existência passa a se resumir à busca do prazer, suas histórias ficam chatas, o que coloca o seu emprego em xeque.
A diretora e a co-roteirista Hélène Woillot cercam Louise de estereótipos ambulantes – o que só evidencia o fato de que a personagem também está bem longe da esfera humana. Assim eles habitam um mundo feito de algodão doce, onde uma jornada egoísta é a razão de ser de todos.
A personagem faz tanto drama, irrita tanto seus conhecidos e a platéia com o seu problema, que é impossível ter algum prazer vendo o filme. Alguém poderia muito bem ensiná-la a usar o Google que certamente tem mais a dizer sobre o assunto do que este filme.
