Baseado na lenda celta (e não na famosa ópera homônima de Wagner), Tristão e Isolda é uma mistura de Romeu + Julieta e As Brumas de Avalon, ou seja, um casal que não pode ficar junto, cercado de muita neblina e personagens com roupas medievais. Entre uma cena romântica e outra, acontecem algumas batalhas.
Dirigido por Kevin Reynolds (Waterworld), Tristão e Isolda fala de amor em tempos de intolerância. Ela é uma princesa Irlandesa que salva a vida de Tristão, um nobre da Cornualha. Ela não sabe porém, que ele é uma espécie de filho adotivo de Lorde Marke (Rufus Sewell), um líder que sonha unir as tribos da Inglaterra e livrá-la do domínio irlandês.
O amor proibido de Tristão e Isolda vem do fato de pertencerem a reinos inimigos e também porque a família dele foi assassinada durante uma invasão irlandesa. Porém, quando ela salva a vida dele, o casal não sabe quem é quem. Além disso, Isolda esconde sua identidade, o que trará mais desencontros no futuro.
Apesar de Sophia Myles (Underworld), intérprete de Isolda ser esforçada e encontrar diversas nuances em sua personagem, não existe química entre o casal. Franco não se esforça para criar um romântico apaixonado – aliás, ele mal parece estar interessado na parceira. Assim o filme não tem de onde tirar forças para se sustentar, apesar das boas direções de fotografia e arte.
A produção é dos irmãos Tony e Ridley Scott. Este, aliás, desenvolve o projeto há mais de vinte anos e pensava em dirigi-lo. Tecnicamente caprichado, Tristão e Isolda nunca convence no plano onde deveria ser mais forte: o do romance. A dimensão trágica dos personagens está lá, mas pouca gente vai se importar se eles vão morrer ou ficarem juntos no final.
